A organização, criada em 1993 pela filântropa galesa Ann Cotton, desenvolve uma ampla variedade de tarefas a favor das mulheres da África Subsaariana, começando pelo mais básico - a erradicação da pobreza - e continuando com a educação, o estímulo de oportunidades empresariais e a mudança de normas socioculturais, visando o empoderamento de meninas marginalizadas.
O funcionamento da 'Campaign for Female Education' (CAMFED) é baseado numa rede, com comunidades rurais e patronos.
As ex-alunas do programa, que já são mais de 157.000, possuem um papel fundamental. Cada uma delas patrocina em média cerca de três meninas para seus estudos.
A rede também conta com cerca de 150.000 voluntários, que trabalham em mais de 160 comunidades no Zâmbia, Zimbábue, Gana, Malawi e Tanzânia.
O júri destacou que a ONG premiada contribui para "resolver a exclusão e facilitar o acesso de milhões de meninas à educação" na África Subsaariana.
"Seu trabalho, baseado em um modelo de apoio contínuo desde a infância até a vida adulta e em uma rede de solidariedade e ajuda intergeracional, impulsionou uma mudança sistêmica, que é sustentada nos pilares de igualdade e justiça social e aposta na liderança das mulheres", acrescentou o júri.
A CAMFED também possui uma abordagem ecológica em seu trabalho, e entre seus programas há um destinado a formar pequenos agricultores em técnicas sustentáveis e capazes enfrentar a mudança climática, um problema muito sensível na África Subsaariana, que enfrenta o avanço da desertificação.
"Estamos profundamente honrados" por receber este prêmio, que "chega em um momento muito importante no qual a educação de tantas meninas está ameaçada por esta pandemia", especialmente na África, reagiu em um comunicado Lucy Lake, diretora da CAMFED.
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MADRI
Princesa das Astúrias premia Campanha pela Educação Feminina na África
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