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Estado de Minas HAVANA

Dissidência cria conselho que busca ajustar transição política em Cuba


15/06/2021 15:11

Um grupo de ativistas da oposição anunciou a criação de um Conselho para a Transição Democrática em Cuba, que será presidido pelo ex-político José Daniel Ferrer, informou em nota divulgada nesta terça-feira (15).

O Conselho nasceu "para unir propósitos e ações públicas em um momento em que a pluralidade e a diversidade estão voltando e transformando a sociedade cubana profunda e rapidamente", afirma o comunicado.

O governista Partido Comunista de Cuba (PCC) é reconhecido na Constituição cubana como a única organização política legal do país.

O conselho opositor afirma apelar ao artigo 3º da Constituição, que estabelece que a soberania reside no povo.

"Neste artigo, o Conselho para a Transição Democrática de Cuba também baseia sua legitimidade", ressalta o texto.

O governo cubano não reconhece legalmente a oposição política e considera seus ativistas "mercenários" a serviço dos Estados Unidos.

O grupo, formado por ativistas de dentro e fora da ilha, considera que as respostas do governo às demandas da população "ficaram obsoletas em uma sociedade dinâmica que está em plena transformação e reunificação".

No entanto, alerta que o conselho "não é uma coalizão. É um órgão estruturado de ação e pensamento públicos nas diferentes esferas da sociedade cubana".

Além disso, "pretende representar a todos - a diversidade é sua visão -, mas está aberto à participação de pessoas" que queiram colocar suas propostas "dentro de uma mesma cesta", afirmou.

José Daniel Ferrer García, um ex-político de 50 anos, fundador e líder da União Patriótica de Cuba (UNPACU), preside esse conselho.

Foi um dos 75 presos políticos da chamada Primavera Negra de 2003, quando foi condenado a 25 anos de prisão.

Em 2011, foi libertado com licença extra-criminal e fundou a UNPACU, em Santiago de Cuba, no extremo leste da ilha, onde reside.

Junto a ele está Boris González, jornalista e integrante da Mesa da Unidade de Ação Democrática, que será porta-voz suplente.

Também foram eleitos como vice-presidentes Félix Navarro, Iván Carrillo, Iris Ruiz, Marthadela Tamayo, Sara Cuba, Manuel Cuesta, José Cásares, José Díaz e Enix Berrios.

O conselho esclareceu que sua primeira conformação surgiu do consenso, mas "eleições livres, justas, pluralistas, democráticas e transparentes irão reger sua conformação estrutural".


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