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Estado de Minas JALALABAD

Cinco funcionários de campanha de vacinação morrem em ataques no Afeganistão


15/06/2021 10:14

Cinco pessoas que trabalham na campanha de vacinação contra a poliomielite morreram, e quatro ficaram feridas em ataques nesta terça-feira (15), na região leste do Afeganistão - anunciaram o Ministério da Saúde e a polícia local.

"Estavam na região para imunizar as crianças contra a poliomielite", disse o porta-voz do Ministério, Osman Taheri.

O porta-voz afirmou que os ataques aconteceram em três locais diferentes, mas todos na província de Nangarhar, e com duas horas de intervalo.

Os talibãs são contrários às campanhas de vacinação contra a pólio, especialmente em seus redutos no leste do país.

Três ataques, incluindo o último, foram executados no distrito de Khogyani - onde três pessoas morreram, e uma ficou ferida - e em Surkhrod. Neste último, são dois mortos.

Três funcionários do programa de vacinação ficaram feridos em outro ataque em Jalalabad, capital provincial, segundo o porta-voz da polícia de Nangarhar, Farid Khan.

"Os ataques foram planejados e coordenados pelo inimigo", disse.

Khan responsabilizou os talibãs pelos atentados: "Este é o trabalho dos talibãs. Apontam contra os trabalhadores de saúde e privam as pessoas das vacinas contra a pólio".

Os insurgentes negaram, porém, a participação nos atentados, por meio de uma declaração de seu porta-voz, Zabihullah Mudjahid.

"Os talibãs não têm absolutamente nada a ver com os ataques contra as equipes de vacinação", afirmou.

Os ataques desta terça-feira aconteceram menos de três meses depois de um atentado que matou três funcionários da campanha de vacinação em Jalalabad.

O vírus da poliomielite foi praticamente erradicado no restante do mundo, mas continua presente no Afeganistão e no Paquistão. Nestes países, a vacinação é vista com "suspeita" em algumas regiões.

No momento em que as tropas americanas trabalham na retirada do país, que deve ser concluída oficialmente até 11 de setembro (aniversário dos ataques de 2001 nos Estados Unidos), mas que já está avançando, os talibãs aumentaram a pressão militar sobre o Exército afegão, em particular nas províncias.

As autoridades os consideram suspeitos de estarem por trás de vários ataques recentes contra civis, incluindo um atentado que matou dez funcionários da organização britânica de remoção de minas HALO Trust, na semana passada. Os talibãs negam todas as acusações.

Para o comandante da Comissão Independente de Direitos Humanos, Sharzahad Akbar, "chegamos a um ponto em que os trabalhadores de remoção de minas, enfermeiras, vacinadores, defensores dos direitos humanos e outras pessoas que estão tentando salvar vidas, das nossas crianças em particular, estão sendo sistematicamente assassinados".

"E não existe nenhum mecanismo de prevenção, nem punição para os autores", denunciou no Twitter.


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