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Estado de Minas WASHINGTON

Opas diz que processo para enviar vacinas anticovid à Venezuela está em andamento


09/06/2021 15:54

A Organização Pan-americana da Saúde (Opas), escritório das Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou nesta quarta-feira (9) que o processo para que o mecanismo Covax envie vacinas anticovid à Venezuela está em andamento, apesar de desestimar que as doses estejam disponíveis em breve.

"Os processos para que o mecanismo Covax receba vacinas, ou disponibilize vacinas para a Venezuela, estão em andamento", afirmou Ciro Ugarte, diretor de Emergências em Saúde da Opas.

No entanto, disse que a Opas não tem confirmação de que a Venezuela tenha anulado sua dívida.

"Até este momento, não temos confirmação de que o pagamento foi concluído. Ainda há um saldo de 10 milhões" de dólares, disse Ugarte.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou no domingo a demora nas entregas do Covax, um mecanismo liderado pela OMS e outras entidades que busca garantir um acesso igualitário às vacinas contra a covid-19.

A Venezuela, que segundo Maduro já pagou os 120 milhões de dólares exigidos para receber as doses do Covax, tinha reservadas no início de fevereiro entre 1,4 milhão e 2,4 milhões de imunizantes do laboratório anglo-sueco AstraZeneca.

Mas o governo de Maduro rejeitou a vacina devido a "relatórios técnicos" sobre seus efeitos colaterais.

Ugarte disse que "o tipo de vacina e a quantidade" que a Venezuela receberá pelo Covax "serão anunciados nas próximas semanas".

"Quando essas vacinas estiverem disponíveis, a Venezuela, conforme o acordo que tem atualmente, decidirá se essa vacina que está disponível é a que vai aceitar ou não e na quantidade que corresponde", disse.

Ugarte destacou que há preocupação sobre a necessidade de garantir vacinas anticovid à Venezuela com rapidez.

"Não acredito que essas vacinas estarão disponíveis muito em breve", disse. "Esperamos que a decisão do mecanismo Covax seja favorável para a população venezuelana".

O governo de Maduro quer receber por meio do Covax a vacina da farmacêutica americana Johnson & Johnson, de dose única e que não exige refrigeração extrema, mas isso dependerá de sua disponibilidade, afirmou a Opas.

A Venezuela, com aproximadamente 30 milhões de habitantes, vive desde março uma virulenta segunda onda da pandemia que saturou os centros de saúde.

Segundo o governo, 11% da população já foi vacinada, mas não há dados públicos sobre a quantidade de doses aplicadas.

A Venezuela recebeu até o momento a vacina russa Sputnik V e a chinesa do laboratório Sinopharm, e participa de ensaios de outra candidata da Rússia, a EpiVac Corona.


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