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Estado de Minas WASHINGTON

Biden avalia sanções à Rússia por ataque cibernético contra subsidiária da JBS nos EUA


03/06/2021 00:35 - atualizado 03/06/2021 00:37

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quarta-feira (2) que está "analisando" uma possível retaliação depois que a Casa Branca conectou a Rússia a um ataque cibernético contra a subsidiária americana da JBS, gigante brasileira do processamento de carne.

Quando questionado por um jornalista se medidas seriam tomadas contra funcionários do governo do presidente Vladimir Putin, com quem se reunirá em uma cúpula em Genebra, na Suíça, no final deste mês, Biden respondeu: "Estamos examinando essa questão com atenção".

"Esperamos que este seja um tópico de discussão durante a viagem do presidente", garantiu a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.

O ataque de ransomware a uma subsidiária americana da brasileira JBS gerou novamente acusações de que a Rússia abriga cibercriminosos.

Nesta quarta-feira, o FBI atribuiu o ataque a "REvil e Sodinokibi", que segundo especialistas são dois nomes do mesmo grupo de hackers que tem ligações com a Rússia, e garantiu que estava "trabalhando diligentemente para trazer os protagonistas da ameaça à justiça".

"Continuamos a concentrar nossos esforços na imposição de riscos e consequências e na responsabilização dos cibercriminosos responsáveis", enfatizou o FBI em um comunicado.

Suspeitas semelhantes surgiram depois que hackers de ransomware forçaram recentemente o fechamento temporário do enorme gasoduto Colonial Pipeline no leste dos Estados Unidos no mês passado, que fornece 45% do combustível consumido naquela região do país.

"Não é aceitável abrigar entidades criminosas que têm como intuito causar danos, que estão danificando a infraestrutura crítica na América", afirmou Psaki.

Quando um repórter perguntou a Biden se ele achava que Putin o estava testando antes da cúpula, o presidente respondeu que "Não".

No entanto, a Casa Branca garantiu que Biden vai expor as preocupações dos Estados Unidos durante a cúpula de 16 de junho, como fez em encontros anteriores com aliados do G7, União Europeia e Otan.

"Não vamos permitir isso. Vamos falar sobre isso e não vamos tirar opções da mesa", disse Psaki.

"O presidente Biden certamente pensa que o presidente Putin e o governo russo têm um papel a desempenhar para deter e prevenir esses ataques. Portanto, será um tópico de discussão quando eles se reunirem", observou.

A JBS, uma gigante do processamento de carne em expansão com subsidiárias e operações nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Europa, México, Nova Zelândia e Reino Unido, declarou que suas fábricas estarão operando "quase em plena capacidade" a partir desta quinta-feira.

A empresa acrescentou em comunicado que no momento "não tem conhecimento de nenhuma evidência" de que "dados de algum cliente, fornecedor ou funcionário foram comprometidos".


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