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Estado de Minas ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Voto a voto no Peru

Esquerdista e candidata de direita têm empate técnico a uma semana da votação


31/05/2021 04:00

A uma semana do segundo turno das eleições para a Presidência no Peru, o candidato esquerdista Pedro Castillo tem ligeira vantagem nas intenções de voto sobre a direitista Keiko Fujimori, aponta pesquisa divulgada ontem.

Castillo, professor de escola rural, concentra 42% das preferências dos eleitores, enquanto Keiko Fujimori, filha do detido ex-presidente Alberto Fujimori, soma 40%, segundo levantamento do instituto Ipsos, publicada no jornal El Comercio.

Dez por cento votariam em branco ou nulo, enquanto 8% não informaram sua opção eleitoral na consulta, a quarta realizada pelo Ipsos desde o primeiro turno, em 11 de abril. Castillo subiu dois pontos percentuais, e Fujimori também ganhou três pontos em comparação com a pesquisa promovida em 16 de maio.

"A redução da distância entre os dois candidatos vem ocorrendo por uma estagnação do apoio a Castillo e um lento avanço do apoio a Fujimori", analisa o diretor do Ipsos, Alfredo Torres, no jornal El Comercio.

Ontem haveria o último embate entre os candidatos na TV. "O debate presidencial será, sem dúvida, muito relevante para os indecisos, mas também será a capacidade que os candidatos mostrarem de reduzir a desconfiança que geram nestes eleitores", acrescentou.

O instituto de pesquisas entrevistou 1.517 pessoas em 28 de maio, com margem de erro de 2,5% pontos percentuais. A pesquisa foi divulgada horas antes do debate final entre os dois postulantes à Presidência, na cidade de Arequipa (cerca de 1 mil quilômetros ao sul de Lima). A lei eleitoral proíbe a divulgação de pesquisas em território peruano a partir de hoje até a realização das eleições.

Castillo, candidato do partido Perú Libre, venceu o primeiro turno com 18,92% dos votos, enquanto Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, chegou em segundo, com 13,40%, segundo o Jurado Nacional de Eleições (JNE).

PERFIS

Fujimori, de 46 anos, defende o livre mercado, enquanto Castillo, de 51, apoia um papel ativo do Estado na economia, inclusive com nacionalizações. Apesar das suas diferenças, os dois candidatos coincidem em alguns temas: são antiaborto, defendem a família tradicional, não dão importância aos direitos da comunidade LGTBI e rejeitam a abordagem de gênero nas escolas.
O próximo presidente deve assumir o cargo em 28 de julho, em substituição ao presidente interino Francisco Sagasti e terá como desafio terminar com a fragmentação e a instabilidade política do último quinquênio


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