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Estado de Minas WASHINGTON

Republicanos aumentam plano de infraestruturas, mas continuam longe de Biden


27/05/2021 15:17 - atualizado 27/05/2021 15:19

Os senadores republicanos apresentaram nesta quinta-feira (27) ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sua contraproposta do plano de infraestruturas, que aumentaram para cerca de 1 trilhão de dólares, uma quantia ainda longe do projeto do presidente democrata.

"Tive uma boa conversa, muito breve, mas boa" com a senadora Shelley Moore Capito, que lidera o grupo de negociadores republicanos, declarou Joe Biden.

O presidente destacou, no entanto, que ainda não conseguiu analisar a proposta detalhadamente.

"Disse a ela que temos que concluir isso muito rapidamente", acrescentou.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou em nota que a proposta republicana é "promissora", especialmente o aumento do orçamento, mas se mostrou "preocupada" com os métodos de financiamento, nos quais ainda há grandes divergências entre as duas partes.

A Casa Branca reduziu seu plano em 600 bilhões de dólares em 21 de maio, até 1,7 trilhão, para ganhar o apoio dos senadores republicanos.

Mas os republicanos rejeitaram essa proposta, lamentando a persistência de "grandes diferenças", e prometeram trabalhar em uma contraoferta.

"Hoje temos um plano de 928 bilhões de dólares em oito anos que está no núcleo das infraestruturas", anunciou nesta quinta-feira a senadora republicana Shelley Moore Capito.

"É uma séria tentativa de chegar a um acordo entre republicanos e democratas", disse. Suas posições, no entanto, continuam muito distantes.

Os republicanos querem limitar as infraestruturas para sua definição tradicional: pontes, estradas, aeroportos, acrescentando, como os democratas, o serviço de internet de alta velocidade.

Já o plano de Biden vai além, incluindo o financiamento de assistentes sanitários em domicílio para os idosos, hospitais para veteranos, a construção de escolas e o desenvolvimento de veículos elétricos.

A oposição voltou a rejeitá-lo nesta quinta-feira. "Simplesmente achamos que esses programas deveriam ser objeto de projetos de lei separados", escreveram os senadores republicanos a Biden.

Também descartaram qualquer chance de financiar o projeto mediante um aumento de impostos, opondo-se ao plano do presidente de elevar o imposto corporativo de 21% para 28%.

Aceitar esta última medida significaria reverter a grande reforma fiscal aprovada sob a presidência do ex-presidente republicano Donald Trump. Uma linha vermelha insuperável, conforme insistem.

Por sua vez, propuseram financiar seu plano em parte com fundos já liberados para o combate à covid-19 e que, segundo eles, não foram usados.

Biden apresentou seu grande plano ("American Jobs Plan") no final de março, argumentando que criaria milhões de empregos, enfrentaria a China e combateria a mudança climática.

Os democratas esperavam realizar uma primeira votação do projeto de lei na Câmara no início de julho, mas a lentidão das negociações poderia adiar esse prazo.


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