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Estado de Minas BUENOS AIRES

Espaço de partido argentino no poder é atacado com explosivos


25/05/2021 18:00

Um ataque com explosivos caseiros causou danos, porém nenhuma vítima, nesta terça-feira (25), em um espaço pertencente ao partido Frente de Todos, situado na cidade argentina de Bahía Blanca, informaram as autoridades.

"Está confirmado que foi um artefato explosivo não regulamentado com potência suficiente para causar danos. É uma mensagem dura e forte de violência política e um ataque à democracia", informou Federico Susbielles, líder da Frente de Todos em Bahía Blanca, 600 km ao sudoeste de Buenos Aires.

A forte explosão ocorreu no início da manhã e causou danos às janelas, alvenaria e móveis do local, que terminaram com a persiana e a porta de entrada arrancadas, segundo imagens divulgadas pelo Frente de Todos.

No entorno do local, foram encontrados panfletos com ameaças.

"Agora, cuidado com os traidores, nós sabemos onde vivem. FARTOS!!! DE TODOS VOCÊS", lê-se nos folhetos que alertam sobre o início de um "expurgo".

A nota continha insultos a políticos, sindicalistas, jornalistas e juízes, além de se manifestar contra políticas que afirmam "nos tratar como gado" ou "tirar nossa liberdade".

O ataque coincide com uma nova convocação feita nesta terça-feira por setores contra o isolamento social, que se autodenominam "libertários", para se manifestarem no Obelisco contra as restrições sanitárias, sob argumento de que essas violam os direitos individuais, entrando em conflito com o confinamento obrigatório decretado pelo governo.

Esse grupo é o mesmo que há um ano, durante uma convocação na Praça de Maio, colocou nas grades do Palácio do Governo bolsas mortuárias que fingiam conter cadáveres, com nomes de lideranças sociais, políticos e membros do governo.

A explosão ocorreu por volta das 3 horas da manhã, no horário local. A onda explosiva causou a quebra de vidros em propriedades vizinhas.

O prefeito de Bahía Blanca, Héctor Gay, expressou seu "forte repúdio" ao acontecimento por meio das redes sociais e o descreveu como "um ato de violência que ameaça a democracia e principalmente todos os bahienses e a sociedade em geral".

O ministro do Desenvolvimento da província de Buenos Aires, Andrés Larroque, expressou sua preocupação e defendeu "a não naturalização desses episódios de violência".

A polícia está investigando as imagens das câmeras de segurança ao redor do local.

O ataque ocorreu em meio ao confinamento obrigatório que está em vigor na Argentina desde sábado e assim ficará por nove dias, com intenção de deter o avanço da pandemia da covid-19 que já causou mais de 3,5 milhões de casos e quase 75.000 mortes aos mais de 45 milhões de habitantes do país.


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