A consulta no país será em 26 de maio em zonas controladas pelo governo, mas hoje ela acontece em várias embaixadas ao redor do mundo, como no Kuwait, Moscou e Amã.
Desde as 5h (horário local), sírios de todo Líbano se reuniram diante de sua embaixada em Baabda, ao sul de Beirute, em meio a um grande dispositivo de segurança, observou um fotógrafo da AFP.
Pela manhã, vários incidentes foram registrados, sobretudo, no Vale do Bekaa (leste), onde libaneses apedrejaram ônibus que transportavam sírios a caminho de votar.
A agência oficial de notícias ANI informou a morte de uma pessoa que sofreu uma "crise cardíaca" em um dos veículos, sem esclarecer as circunstâncias deste óbito.
Ao norte de Beirute, jovens, alguns armados com cassetetes, atacaram um carro com retratos do presidente Assad. Quebraram janelas e agrediram seus ocupantes, segundo imagens postadas nas redes sociais.
O Líbano, que esteve sob tutela síria, diz acolher 1,5 milhão de sírios. Quase um milhão deles têm "status" de refugiado da ONU, vivem em condições precárias e são discriminados.
Perto da embaixada, os eleitores agitavam a bandeira oficial síria, retratos de Bashar al-Assad, ou de seu pai, Hafez, que governou a Síria por três décadas.
"Votei em Bashar al-Assad. Tenho fé em seu projeto. Tenho absoluta confiança em sua capacidade de tirar a Síria da crise", disse à AFP Mohamed al-Dumani, um refugiado sírio de Damasco.
Bashar al-Assad, de 55 anos, venceu a eleição presidencial de 2014 com 88% dos votos.
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BAABDA
Sírios no exterior votam hoje em eleição presidencial
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