"Cristãos e ruralistas se unem em apoio ao presidente Bolsonaro" publicaram em suas redes sociais a chamada "Marcha da Família Cristã pela Liberdade", que promove a ação convocada em quase todas as capitais do país, que continua contando mais de 2.000 mortes por dia devido à covid-19.
O Brasil, com mais de 430 mil mortes pela pandemia, enfrenta dificuldades para adquirir as vacinas necessárias para imunizar sua população de 212 milhões de pessoas.
Bolsonaro, que minimizou a doença chamando-a de "gripezinha" e questionou a eficácia das vacinas, viu sua popularidade cair para o mínimo histórico de 24%, segundo pesquisa publicada esta semana pelo renomado instituto Datafolha.
A pesquisa, que coloca o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o favorito para vencer as eleições de 2022, foi divulgada enquanto uma comissão do Senado investiga sua gestão caótica da pandemia.
Bolsonaro reagiu desqualificando senadores e convocando manifestações para demonstrar força política.
Os seguidores de Bolsonaro começaram a se reunir cedo na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
"Vim apoiar o presidente. O que ele precisar, estamos aqui", disse Oscar Barbosa, caminhoneiro que viajou de Goiás (centro) a Brasília para participar da mobilização.
Alguns participantes exibiram cartazes contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, instituições que têm servido de contrapeso à insistência do presidente Bolsonaro em resistir às medidas de quarentena para evitar a disseminação do coronavírus, decretadas por governadores e prefeitos.
O presidente anunciou que receberá seus seguidores às 15 horas.
Na maioria das capitais, as mobilizações da "Marcha da Família Cristã pela Liberdade" foram convocadas para a tarde.
Na Avenida Paulista, em São Paulo, vendedores informais chegaram cedo para vender bandeiras brasileiras, adotadas como símbolo pelo líder de extrema direita.
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SÃO PAULO
Brasil vive dia de manifestações ultraconservadoras pró-Bolsonaro
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