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Estado de Minas QUITO

Segundo dia de paralisação parcial do transporte público em Quito em repúdio ao aumento do diesel


11/05/2021 21:11

O município de Quito, no Equador, condicionou nesta terça-feira (11) o aumento da tarifa do transporte urbano à melhoria na qualidade do serviço, após o segundo dia consecutivo de paralisação parcial das companhias de transporte em rejeição ao aumento do preço do diesel.

"Quanto à atualização da tarifa, será feita desde que atendam aos parâmetros de qualidade do serviço", disse o secretário municipal da Mobilidade da capital, Guillermo Abad, ao canal Teleamazonas.

Ele alertou que o município não vai "ceder um milímetro" em sua posição, apesar de desde segunda-feira parte das empresas deixar de operar várias rotas em Quito, uma cidade de 2,8 milhões de habitantes.

A Câmara de Transportes de Quito, uma organização privada, decidiu paralisar o serviço por "falta de recursos econômicos para operar".

O grupo exige um reajuste da passagem de 25 para 35 centavos de dólar diante do aumento de 44% no preço do galão americano do diesel, combustível usado no transporte de passageiros e cargas.

"As transportadoras estão falidas. Exigimos que às 00h00 do dia 12 de maio não haja nova variação no preço dos combustíveis", afirmou Napoleón Cabrera, dirigente nacional das empresas de transporte, na segunda-feira.

Em meio ao conflito, na capital equatoriana funcionam apenas as linhas de transporte coletivo municipal, que foram obrigadas a estender seu horário de funcionamento.

Em 2019, protestos liderados por indígenas que deixaram onze mortos obrigaram o governo a recuar em um plano para subir o preço da gasolina como parte de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No entanto, no ano passado o Executivo liberou os preços dos combustíveis, que são revisados mensalmente de acordo com a cotação do petróleo no mercado internacional, mantendo a tendência de alta.

Em abril, o Executivo ordenou um aumento de 15% nas passagens de ônibus interprovinciais a partir de maio para encerrar uma greve de 48 horas. No caso das cidades, o custo da passagem é atribuição dos municípios.

Em seguida, o ministro do Governo, Gabriel Martínez, anunciou que em maio o galão de diesel custaria 1,48 dólares.


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