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Estado de Minas LIMA

Igrejas pedem aos candidatos presidenciais peruanos que jurem respeito pela democracia


08/05/2021 18:13

As igrejas católica e evangélica pediram neste sábado (8) aos candidatos que disputarão a eleição presidencial no dia 6 de junho no Peru, Keiko Fujimori, de direita, e o esquerdista Pedro Castillo que jurem que respeitarão as instituições democráticas do país, após cinco anos de instabilidade política.

A Conferência Episcopal Católica e a União das Igrejas Evangélicas assinaram, juntamente com algumas ONGs, uma "Proclamação Cidadã" na qual solicitam a ambos os candidatos o compromisso de "respeitar e proteger a independência e os privilégios dos outros poderes do Estado" , caso o presidenciável se torne o próximo presidente do Peru.

"Pedimos aos candidatos à Presidência da República que prestem juramento solene pela Democracia no Peru", declarou o presidente da Conferência Episcopal, Miguel Cabrejos, na apresentação do documento.

O Peru, em recessão devido à pandemia e politicamente instável desde 2016 -com três presidentes em cinco dias de novembro passado-, caminha para uma votação que ameaça polarizar o país entre dois candidatos opostos e que juntos obtiveram apenas 32% dos a votação no primeiro turno, em 11 de abril.

Tanto Castillo, professor de uma escola rural, quanto Fujimori, filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori, enfrentam questionamentos de setores que temem uma ruptura do sistema democrático.

"É urgente que quem for eleita ou eleito [...] se comprometa firmemente com a agenda urgente do país atingido pela pandemia, bem como com a construção de um Peru democrático, justo, fraterno, solidário e pacífico", acrescentou Cabrejos, que também preside o Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).

Cabrejos também afirmou que o futuro presidente peruano deve jurar que será "respeitador da liberdade, defensor da vida e do bem comum, da natureza e da grande população empobrecida e vulnerável".

A proclamação também foi assinada pela Associação Civil de Transparência e pela Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos.

Os programas dos dois candidatos são diametralmente opostos: Keiko Fujimori, 45, defende o livre mercado, enquanto Pedro Castillo, 51, defende um papel econômico ativo para o Estado, o que pode incluir estatizações.

O próximo presidente deve assumir o poder em 28 de julho para substituir o presidente interino Francisco Sagasti e terá o desafio de acabar com a instabilidade política dos últimos cinco anos, entre outros desafios.


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