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Estado de Minas WASHINGTON

De ícone a pária: Trump e as redes sociais


05/05/2021 18:23

Donald Trump foi um dos políticos mais eficazes no uso das redes sociais até que as principais plataformas o baniram abruptamente.

Seguem alguns pontos sobre o relacionamento turbulento entre o ex-presidente dos Estados Unidos e as redes sociais depois que um painel independente do Facebook manteve o bloqueio de sua conta na plataforma.

- Sem filtros -

Trump tinha 88 milhões de seguidores no Twitter e 35 milhões no Facebook e usava mais suas contas pessoais do que as oficiais, até mesmo para declarações políticas.

Seus críticos afirmam que ele violou repetidamente as normas das redes contra expressões de ódio ou abusivas, mas até os últimos meses de seu mandato, ele publicou tudo o que queria sem ninguém filtrar suas mensagens.

O uso incomum das redes fez com que se tornassem um importante espaço para o discurso político.

O bloqueio de Trump no Twitter gerou um processo e, em 2019, um tribunal decidiu que sua conta pessoal era um "fórum público" que deveria permitir todas as vozes.

- Exceções às regras -

Até o ano passado, as grandes redes rejeitavam chamadas para remover o conteúdo frequentemente falso ou inflamatório de Trump.

Eles argumentavam que, mesmo que violassem suas regras, os comentários de um presidente dos Estados Unidos deveriam ser preservados porque eram notícias.

Trump frequentemente criticava as redes e atribuía prejuízos políticos a elas.

Mas ele convidou o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, para um jantar privado na Casa Branca em 2019, levantando suspeitas de que a maior rede social lhe deu um tratamento especial.

- Postagens marcadas -

Em 2020, o Facebook e o Twitter começaram a adicionar etiquetas de aviso a muitas mensagens de Trump, por exemplo, quando ele pediu que os americanos votassem duas vezes: uma por correio e outra pessoalmente.

"Quando as urnas abrirem, vá ao local de votação para ver se (seu voto) foi contado. Se não, vote", ele postou.

Em junho, o Facebook retirou um anúncio que usava o triângulo invertido colocado por nazistas nos prisioneiros em campos de concentração e aos poucos as grandes plataformas tentaram moderar as mensagens do presidente.

O Facebook removeu um comentário afirmando que os Estados Unidos haviam "aprendido a viver" com a temporada de gripe "assim como estamos aprendendo a viver com a covid, que em muitas populações é muito menos letal".

O Twitter escondeu essa mensagem e exigiu que os usuários clicassem para visualizá-la.

- A queda -

Após um processo eleitoral acalorado no qual Trump foi visto como a maior fonte de desinformação, as plataformas tomaram ações mais enérgicas depois do ataque mortal de seus apoiadores no Capitólio em 6 de janeiro.

"Os terríveis acontecimentos das últimas 24 horas mostraram claramente que o presidente Donald Trump está tentando usar seu tempo restante no cargo para minar uma transição pacífica e legal para seu sucessor eleito, Joe Biden", escreveu Zuckerberg em sua página no Facebook.

O Twitter seguiu o mesmo caminho, mas o fundador Jack Dorsey admitiu sua parcela de culpa por deixar as coisas saírem do controle.

"Banir uma conta tem ramificações reais e significativas", disse Dorsey em uma série de tuítes sobre a decisão das empresas de remover Trump de sua rede.

"Embora haja exceções óbvias e claras, eu sinto que a proibição é, em última análise, nossa falha em promover conversas saudáveis", disse ele.


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