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Estado de Minas HAIA

Agência reguladora europeia inicia revisão da vacina do laboratório chinês Sinovac


04/05/2021 10:39 - atualizado 04/05/2021 10:43

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou nesta terça-feira (4) o início de uma "análise contínua" da vacina do laboratório chinês Sinovac contra a covid-19, o que abre o caminho para uma futura autorização na União Europeia (UE).

Fabricada pela unidade de ciências biológicas da Sinovac Biotech, com sede em Pequim, a vacina contém um coronavírus inativo que não pode provocar a doença, mas que ajuda as pessoas a desenvolverem anticorpos contra o mesmo.

A decisão do Comitê de Medicamentos da EMA de "iniciar a análise contínua se baseia nos resultados prévios de estudos de laboratório e estudos clínicos", afirmou a agência com sede em Amsterdã em um comunicado.

"Os estudos sugerem que a vacina provoca a produção de anticorpos que têm como alvo o SARS-CoV-2, vírus que provoca a covid-19, e pode ajudar a proteção contra a doença", destaca o texto.

A EMA continuará a revisão da Sinovac até reunir informações suficientes que a empresa possa apresentar um pedido formal para seu lançamento no mercado europeu.

"Apesar de a EMA não ter condições de prever os prazos, deve levar menos tempo que o normal avaliar uma eventual aplicação em consequência do trabalho feito durante a revisão contínua", afirmou a agência.

A vacina da Sinovac foi aprovada para uso em fevereiro pela agência reguladora de medicamentos da China. O fármaco é utilizado em vários países, incluindo o Brasil, com o nome de CoronaVac.

Atualmente, quatro vacinas estão autorizadas na UE: Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Johnson & Johnson. As duas últimas dependendo de certas condições relacionadas à idade na maioria dos países europeus.

A vacina do laboratório Sinovac é usada em pelo menos 22 países e territórios (dos 209 que começaram suas campanhas de vacinação), que inclui vários países da América Latina, África e Ásia, segundo contagem da AFP.

É menos do que as duas vacinas chinesas desenvolvidas pela Sinopharm, usadas por 42 países, incluindo a Hungria na UE.

A vacina AstraZeneca é usada em pelo menos 165 dos 209 países e territórios que estão inoculando, a em pelo menos 94, e Moderna em pelo menos 46, também de acordo com uma contagem de AFP.


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