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Estado de Minas NAÇÕES UNIDAS

Conselho de Segurança pede implementação do plano Asean em Mianmar


30/04/2021 22:04

O Conselho de Segurança da ONU pediu nesta sexta-feira (30), em uma declaração unânime, a implementação do plano de cinco pontos da Asean para Mianmar, em particular o "cessar imediato da violência", de acordo com o texto, que foi suavizado a pedido da China e da Rússia.

O plano, que prevê também a nomeação de um emissário da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), deve ser implementado "sem demora", segundo a declaração promovida pelo Reino Unido, ex-potência colonial em Mianmar.

Também incentiva a realização "o mais rápido possível" de uma visita a Mianmar pela enviada da ONU, Christine Schraner Burgener.

A publicação do texto exigia que os países ocidentais do Conselho fizessem concessões a Pequim e Moscou para obter uma aprovação unânime.

"Devemos evitar perder a unidade do Conselho a ponto de deixá-lo fora do jogo", afirmou um diplomata sob condição de anonimato, reconhecendo que os países cederam à China, principal aliada de Mianmar, para manter um consenso internacional.

Desde o golpe militar de 1º de fevereiro, o Conselho de Segurança adotou quatro declarações, incluindo a da sexta-feira, todas suavizadas durante as negociações a pedido de Pequim.

A reunião de sexta-feira do Conselho foi convocada pelo Vietnã para apresentar as conclusões da recente cúpula da Asean na Indonésia.

Christine Schraner Burgener reiterou ao Conselho de Segurança seu apelo por uma posição internacional coletiva na esperança de influenciar a evolução da situação, disseram diplomatas.

A enviada da ONU também relatou uma longa conversa à margem da cúpula da Asean com o chefe da junta birmanesa, o general Min Aung Hlaing, após a qual ela teve novamente recusada um pedido de visita a Mianmar, embora isso não tenha impedido de apresentar um novo pedido para viajar ao país, disseram as fontes.

Durante o encontro, Brunei, que atualmente ocupa a presidência da Asean, considerou a ideia de uma visita conjunta da enviada da ONU a Mianmar com o futuro emissário da Asean, segundo um diplomata.

"Estimamos que desde fevereiro cerca de 20.000 pessoas foram deslocadas e cerca de 10.000 fugiram para os países vizinhos. As implicações regionais requerem ação urgente", afirmou Christine Schraner Burgener, segundo trechos de seu discurso obtidos pela AFP.

Cerca de 760 civis foram mortos pela polícia e pelo exército nos últimos três meses, segundo a Associação de Assistência a Presos Políticos (AAPP). A junta militar reconheceu apenas 258 mortes em 15 de abril, chamando os manifestantes de "desordeiros" envolvidos em "atos de terrorismo".


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