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Estado de Minas WASHINGTON

EUA apoia eleições no Haiti, mas não o referendo


29/04/2021 20:46

Os Estados Unidos renovaram nesta quinta-feira (29) seu apoio à realização de eleições atrasadas no Haiti, mas disse que não apoia um referendo constitucional depois que os legisladores americanos advertiram que só causaria mais agitação.

Em meio à violência crescente e os sequestros, o presidente Jovenel Moise governa o país mais pobre do hemisfério ocidental por decreto depois do adiamento das eleições legislativas, que deviam ter sido celebradas em 2018 e das disputas sobre quando seu mandato termina.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, disse que as eleições previstas para setembro "vão restaurar o papel do poder legislativo na democracia haitiana".

"As eleições presidenciais previstas para o outono (boreal) deste ano são necessárias para transferir o poder de forma pacífica e oportuna de um líder democraticamente eleito para outro", disse Price a jornalistas.

Mas, expressou sua oposição a um referendo em junho impulsionado por Moise, que consolidaria o poder em torno da Presidência.

"Reforçamos ao governo do Haiti que o governo dos Estados Unidos não proporcionará apoio financeiro para um referendo constitucional", disse.

Um grupo de legisladores americanos exortou os Estados Unidos esta semana a não apoiar financeiramente o referendo.

Em carta endereçada ao secretário de Estado, Antony Blinken, os legisladores do seu Partido Democrata, liderados por Gregory Meeks, presidente da Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes, pediram uma análise mais ampla da política em relação ao Haiti e questionaram a capacidade do país para votar em setembro.

"Embora seja evidente que serão necessárias eleições em um futuro próximo para restabelecer a ordem democrática, continua nos preocupando profundamente que qualquer processo eleitoral que se celebre sob a atual administração não seja livre, justa ou confiável, e que a contínua insistência dos Estados Unidos na realização de eleições a qualquer custo só tornará o resultado mais provável", escreveram.

A embaixada do Haiti em Washington denunciou a carta como um chamado "à mudança de regime para substituir o presidente democraticamente eleito".

"Estamos comprometidos com a realização de eleições confiáveis e legítimas que resistam ao escrutínio internacional. Sabemos o que está em jogo", escreveu.


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