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Estado de Minas BERLIM

Massacre em um centro para deficientes na Alemanha


29/04/2021 12:57 - atualizado 29/04/2021 13:01

A Justiça alemã ordenou, nesta quinta-feira (29), o internamento psiquiátrico de uma funcionária de um estabelecimento para deficientes perto de Berlim, suspeita de ter matado quatro pessoas e ferido gravemente uma quinta, por razão ainda não esclarecida.

Há "sinais correspondentes" a uma doença psiquiátrica nesta mulher de 51 anos, funcionária do centro pertencente à Igreja protestante e que foi apresentada a um juiz, declarou à AFP o promotor de Potsdam, Wilfried Lehmann.

O juiz "ordenou sua internação em uma clínica psiquiátrica", acrescentou.

As vítimas, dois homens e duas mulheres, foram esfaqueadas na quarta-feira à noite no estabelecimento de Potsdam, cidade ao lado de Berlim, de acordo com o jornal Bild.

Os ferimentos sofridos pelas vítimas "foram o resultado do uso de violência extrema e intensa", disse a polícia em um comunicado, incapaz de fornecer detalhes sobre as circunstâncias dos assassinatos ou da arma do crime.

"Ainda estamos no início das investigações", disse Wilfried Lehmann, acrescentando que fornecer alguns detalhes poderia comprometer a investigação.

A funcionária, "sobre a qual há fortes suspeitas", foi presa pouco depois.

Após o massacre de que é suspeita, a funcionária voltou para casa e avisou o marido, que alertou a polícia, segundo o Bild.

A mulher até agora se recusou a falar sobre os fatos, disse o Bild.

Os quatro mortos foram encontrados na quarta-feira à noite em quartos diferentes. Segundo a mídia local, alguns internos viviam desde a infância nessa estrutura especializada, que inclui várias unidades de permanência de longa e média duração.

O estabelecimento Thennelda von Saldern Haus é especializado em acolher e apoiar pessoas com deficiências físicas ou mentais, em particular cegas ou autistas. Cerca de 65 pessoas vivem neste instituto, que emprega mais de 80 pessoas.

O local, administrado por uma empresa prestadora de serviços especializados nas áreas da saúde, educação e emprego, inclui habitação, escolas e oficinas.

Equipes policiais especializadas foram enviadas ao local para coletar evidências, enquanto os moradores de Potsdam colocavam flores e velas na frente do estabelecimento.

O líder da região de Brandenburg, cuja capital é Potsdam, Dietmar Woidke, disse que ficou "chocado com esta notícia horrível".

"Penso nas vítimas e em seus entes queridos", declarou, destacando que era um "dia difícil" para sua região.

Por sua vez, o prefeito da cidade, Mike Schubert, considerou que se tratava de um "ato incompreensível".

Um serviço memorial para as vítimas está agendado para esta quinta-feira à noite, de acordo com Matthias Fichtmüller, do conselho teológico do estabelecimento.


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