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Estado de Minas MÉXICO

México emite nova ordem de prisão em caso de 43 estudantes desaparecidos


27/04/2021 17:48

A Procuradoria-Geral do México emitiu uma nova ordem de prisão contra Tomás Zerón, que foi um dos investigadores do desaparecimento de 43 estudantes de Ayotzinapa em 2014, anunciou o órgão nesta terça-feira (27).

Segundo informações publicadas no Twitter, a medida se deve à "violência" que as autoridades sob o comando de Zerón exerceram contra Felipe Rodríguez (conhecido como "El Cepillo"), integrante de um grupo criminoso envolvido no caso.

Seu objetivo era que Rodríguez "declarasse e assim justificasse a chamada 'verdade histórica'", disse a procuradoria, aludindo à versão do governo do presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018) sobre os fatos.

Os 43 jovens desapareceram entre a noite do dia 26 e a madrugada do dia 27 de setembro de 2014 em Iguala, no estado de Guerrero. Dezenas de estudantes foram a Iguala buscar ônibus que queriam usar em manifestações, mas foram parados por policiais em conluio com criminosos.

A versão do governo anterior afirmava que o cartel Guerreros Unidos havia feito os estudantes desaparecerem depois de confundi-los com membros de um grupo rival.

Segundo a Procuradoria, o mandado de prisão de Zerón será enviado às autoridades de Israel - onde os investigadores o localizaram - "para fortalecer o procedimento de extradição".

O órgão disse em junho de 2020 que Zerón, que era chefe da Agência de Investigação Criminal da antiga Procuradoria-Geral da República quando os estudantes desapareceram, havia deixado o México e era procurado pela Interpol.

Em setembro do ano passado, o presidente Andrés Manuel López Obrador indicou que as autoridades mexicanas já haviam notificado o governo israelense sobre uma ordem de prisão contra o ex-funcionário.

Zerón é conhecido como um dos arquitetos da versão do caso apresentada em janeiro de 2015 pelo governo Peña Nieto, que foi rejeitada pelos familiares dos jovens desaparecidos.

Até o momento, os restos mortais de duas das vítimas - Cristão Alfonso Rodríguez Telumbre e Alexander Mora Venancio - foram identificados com a ajuda da Universidade de Innsbruck, na Áustria, para onde foram enviados em fevereiro 16 restos mortais para análise.


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