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Estado de Minas LONDRES

Boris Johnson nega acusações de declarações comprometedoras


26/04/2021 10:52 - atualizado 26/04/2021 10:55

Boris Johnson negou, nesta segunda-feira (26), ter pronunciado uma frase chocante contra um segundo confinamento atribuída a ele pela imprensa, após vários dias de acusações comprometedoras contra o primeiro-ministro britânico por parte de seu ex-braço direito, o polêmico Dominic Cummings.

O tabloide Daily Mail afirma que em uma reunião no fim de outubro, Johnson teria declarado que preferia ver "corpos empilhados aos milhares" do que impor um novo confinamento pelo coronavírus.

O jornal, que não revelou sua fonte, afirma ainda que Cummings guardou gravações de áudio e um registro escrito das reuniões importantes, antes de deixar Downing Street em novembro de 2020.

O gabinete do primeiro-ministro desmentiu a frase e denunciou uma "nova mentira".

Mais tarde, durante uma visita oficial, os jornalistas perguntaram diretamente ao líder conservador se ele havia pronunciado as palavras. Jonhson respondeu: "Não, mas acredito que o que as pessoas querem do governo é que assegure que as medidas de confinamento funcionam".

A 10 dias das eleições municipais e regionais cruciais para os conservadores, as afirmações se unem a um escândalo político de lobby no governo e a uma controvérsia sobre o financiamento da reforma do apartamento de Johnson, segundo Cummings com dinheiro de doações ao Partido Conservador.

O líder dos independentistas escoceses em Londres, Ian Blackford, pediu ao chefe de Governo que apresente explicações ao Parlamento e escreveu no Twitter que se os comentários forem "verdadeiros", Johnson deveria renunciar.

Diante do aumento de casos de coronavírus no outono (hemisfério norte, primavera no Brasil), o primeiro-ministro decidiu impor um segundo confinamento de quatro semanas em novembro - e posteriormente um terceiro de quase quatro meses no início deste ano - após o aumento expressivo de casos atribuídos a uma variante do coronavírus muito mais contagiosa.

A covid-19 matou mais de 127.000 pessoas no Reino Unido, o balanço mais grave na Europa.

Apontado pela imprensa como a fonte dos vazamentos recentes, Cummings, ex-conselheiro de Johnson e cérebro da campanha a favor do Brexit em 2016, respondeu na sexta-feira em seu blog com ataques ao primeiro-ministro e questionamentos sobre sua integridade.

Nesta segunda-feira, o diretor do Serviço Público Interno, Simon Case, deve comparecer ao Parlamento e afirmar, segundo a imprensa, que a investigação sobre os vazamentos não exonerou Cummings, apesar de seus desmentidos.

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