Publicidade

Estado de Minas PARIS

Vacinação com AstraZeneca emperra e pandemia avança com novos recordes


09/04/2021 00:48 - atualizado 09/04/2021 00:49

A desconfiança em relação à vacina AstraZeneca cresce apesar dos esforços de governos e autoridades internacionais, enquanto a Índia anunciou um recorde de infecções por coronavírus nesta quinta-feira(8).

Vários países anunciaram nesta quinta-feira que vão limitar o uso da vacina da AstraZeneca, um dia depois de vários relatórios terem confirmado uma ligação entre ela e casos de coágulos sanguíneos muito raros detectados em pacientes que a receberam.

As Filipinas suspenderam seu uso para menores de 60 anos e a Austrália, para menores de 50 anos.

Na véspera, Itália e Espanha anunciaram que o imunizante do laboratório anglo-sueco só será usado em maiores de 60 anos, enquanto a Bélgica reservou para maiores de 55 e o Reino Unido, para maiores de 30 anos.

França e Alemanha já haviam tomado medidas semelhantes. No entanto, a região espanhola de Castela e Leão (noroeste) decidiu suspender completamente o seu uso, como fez a Dinamarca.

Algumas decisões tomadas apesar da comissária europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, apelar aos 27 países da União Europeia (UE) para "falarem a uma só voz" para não suscitarem a desconfiança em relação à vacina, com a qual Bruxelas conta em uma boa parte de sua campanha, atrasada em relação aos Estados Unidos e ao Reino Unido.

- Alemanha discute sobre a Sputnik V -

A Alemanha anunciou nesta quinta-feira que quer conversar com Moscou sobre as possíveis entregas de sua vacina Sputnik V, sem esperar a autorização da UE.

"Expliquei ao Conselho de Ministros da Saúde da UE que discutiríamos bilateralmente com a Rússia, para saber quando e quais quantidades poderiam ser entregues", disse o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, que também disse que a Comissão Europeia não quer negociar a compra do Sputnik V em nome do bloco comunitário.

A UE não é a única preocupada com os atrasos em sua campanha, já que a Indonésia relatou atrasos nas entregas de mais de 100 milhões de doses da vacina AstraZeneca, principalmente devido à imposição de restrições à exportação pela Índia.

Nova Delhi, que abriga o maior fabricante mundial de vacinas (IBS), decidiu priorizar a vacinação de sua população.

Nas últimas 24 horas, na Índia (1.300 milhões de habitantes) foram registrados mais de 126.000 novos casos de covid-19, enquanto até o momento apenas 87 milhões de doses da vacina foram administradas. Segundo a mídia local, há escassez do precioso soro em vários estados, como Maharashtra, onde fica Bombaim.

Pelo menos 708,4 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram administradas em todo o mundo, de acordo com uma contagem da AFP baseada em fontes oficiais.

O programa Covax, que visa garantir o acesso às vacinas anticovid para os países mais pobres, expressou seu apoio à AstraZeneca e ficou satisfeito por ter levado a vacinação para mais de 100 territórios ou países ao redor do mundo.

- Desigualdades de acesso -

No entanto, existem fortes desigualdades entre os países de "alta renda", segundo os termos do Banco Mundial, onde se concentram mais da metade das doses administradas, e os países de "baixa renda", onde foram administradas apenas 0,1%. doses.

A África continua "à margem", com apenas "2% das vacinas administradas no mundo", denunciou nesta quinta-feira o diretor para a África da Organização Mundial de Saúde (OMS), Matshidiso Moeti.

Em contrapartida, nos Estados Unidos, o país mais sofrido pela pandemia, com cerca de 560 mil mortes, foram injetadas 3 milhões de doses diárias em média na última semana e a previsão é de que a partir de 19 de abril todos os adultos possam ser vacinados.

A pandemia já causou 2,89 milhões de mortes no mundo, segundo balanço da AFP.

- "Omissões" de Bolsonaro serão investigadas -

Na América Latina, onde a pandemia causou 811.602 mortes e mais de 25,6 milhões de infecções, a situação segue alarmante. Especialmente na América do Sul.

O Brasil bateu pelo segundo dia consecutivo um recorde de mortes, com 4.249 óbitos nas últimas 24 horas. O país de 212 milhões de habitantes é o segundo mais atingido pela pandemia no mundo em números absolutos, com cerca de 345.000 mortes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Neste contexto, o ministro do STF Luís Roberto Barroso ordenou nesta quinta-feira ao Senado instaurar uma comissão de investigação de "eventuais omissões" do governo de Jair Bolsonaro na luta contra a pandemia.

A resposta ao desastre sanitário segue marcada pelas desavenças entre prefeitos e governadores, partidários de medidas de confinamento, e o presidente Bolsonaro, que rejeita qualquer ação que possa impactar negativamente a economia.

O STF também decidiu que as autoridades regionais tem o poder de proibir cultos religiosos presenciais durante a pandemia.

Já a Argentina anunciou um toque de recolher noturno a partir de sexta-feira, por três semanas. Cuba aplicará sanções e campanhas com mais rigor, depois que o vírus deixou registros diários de mais de 1.000 casos na última semana.

ASTRAZENECA

SII - SOCIETE POUR L'INFORMATIQUE INDUSTRIELLE


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade