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Estado de Minas BUENOS AIRES

Argentina proíbe circulação noturna por três semanas devido a alta de casos de covid


07/04/2021 21:00

A circulação noturna será proibida na Argentina a partir da próxima sexta-feira pelas próximas três semanas, medida que se aplica pela primeira vez no país em função do aumento exponencial dos casos de covid-19, anunciou o presidente argentino, Alberto Fernández, nesta quarta-feira (7).

"A circulação estará proibida entre 00h00 e 06h00 da manhã de cada dia. Dependendo das jurisdições, as autoridades só podem prorrogar esse horário em função das especificidades de cada local", informou Fernández em mensagem gravada da residência oficial de Olivos, onde o presidente encontra-se isolado por estar infectado com a covid-19.

A medida será aplicada nas áreas de maior risco epidemiológico, ou seja, nos grandes centros urbanos, em particular em Buenos Aires e sua periferia, onde vive um terço dos 45 milhões de argentinos.

"A Argentina entrou na segunda onda. Somente nos últimos sete dias os casos aumentaram 36% em todo o país e 53% na AMBA (região metropolitana de Buenos Aires)", apontou Fernández, que se disse "preocupado com o relaxamento social, contrariando todos os protocolos".

Com 22.039 novos casos, a Argentina bateu nesta quarta um novo recorde de infecções em um único dia. As autoridades também relataram 199 mortes nas últimas 24 horas, elevando o total para 56.832, com um balanço de 2.450.068 casos desde março de 2020.

Na última semana, a Argentina ficou entre os 10 países com mais novas infecções no mundo, alertou nesta quarta a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde, Carissa Etienne.

"Assim como há um ano pedi a vocês que ficassem em casa enquanto recuperávamos um sistema de saúde abandonado, hoje peço que prestem máxima atenção a seus deveres nos cuidados de saúde e protocolos. Reforçando esses cuidados, poderemos avançar melhor no processo de vacinação que está em andamento", disse o presidente.

Até esta quarta-feira já foram aplicadas 4,71 milhões de vacinas na Argentina. Cerca de 705 mil pessoas já receberam as duas doses e 4 milhões uma dose.

Foi definida como prioritária a vacinação de grupos que abrangem um terço da população - cerca de 15 milhões de pessoas -, entre profissionais de saúde, idosos e pessoas com comorbidades, além de agentes de segurança e professores, entre outros.

- Escolas abertas -

O governo Fernández também decidiu suspender as viagens em grupo em todo o país. As fronteiras já estão fechadas ao turismo estrangeiro desde dezembro.

Nas grandes cidades, estão proibidas atividades sociais em residências particulares e reuniões em espaços públicos ao ar livre para mais de 20 pessoas.

Os locais de jogos, discotecas e salões de festa permanecerão fechados por enquanto, assim como as práticas esportivas e recreativas em locais fechados onde participam mais de 10 pessoas.

Bares e restaurantes devem encerrar suas atividades às 23h00, uma hora antes da proibição de circulação.

"Esses cuidados vão valer a partir da meia-noite desta sexta-feira, 9 de abril, até 30 de abril", informou o presidente.

Por enquanto, as escolas são mantidas abertas e presenciais pelo método das 'bolhas', no qual o transporte público é reservado para trabalhadores essenciais e a comunidade educacional de Buenos Aires e sua periferia.

"Nestes meses queremos cuidar da saúde, cuidar da recuperação econômica e cuidar o máximo possível para que seja possível a presença nas escolas", disse Fernández.

O presidente de 62 anos, que contraiu covid-19 depois de receber as duas doses da vacina Sputnik V, se mostrou saudável ao fazer suas declarações.

"Como vocês sabem, passei pessoalmente por uma experiência que mostra a importância da vacina, que me permitiu passar pela doença praticamente sem sintomas", declarou ele, que agradeceu ao laboratório russo Gamaleya, que produz a Sputnik V.


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