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Estado de Minas ARGEL

Exército marroquino mata chefe militar da Polisário


07/04/2021 20:37

O chefe da guarda da Frente Polisário (pró-independência) morreu no disputado território do Saara Ocidental, anunciou nesta quarta-feira (7) o Ministério da Defesa saarauí em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias, que posteriormente o retirou do seu site.

"O comandante da guarda nacional, o mártir Addah Al-Bendir caiu terça-feira no campo da honra, onde cumpria missão militar na zona libertada de Rouss Irni, em Tifariti", município situado no norte do território que está sob o controle da Polisário, de acordo com o comunicado militar que não deu detalhes sobre as circunstâncias da morte.

Nascido na região de Tires em 1956, Addah Al-Bendir juntou-se à Frente Polisário em 1978, segundo o comunicado em árabe publicado pela agência saarauí SPS.

Um funcionário saarauí confirmou à AFP a morte do chefe da guarda, mas a agência SPS logo depois retirou o comunicado do Ministério da Defesa de sua página sem dar qualquer explicação.

As circunstâncias desta morte não são claras, já que algumas informações não confirmadas atribuíram a fatalidade a um ataque de drones na região de Touizgui, no sul de Marrocos. De momento, não foi possível obter informações de uma fonte oficial em Rabat.

Após quase trinta anos de cessar-fogo, as hostilidades entre a Polisário e Marrocos recomeçaram em meados de novembro, como resultado do envio de tropas marroquinas a uma zona de segurança no extremo sul do Saara Ocidental para expulsar os ativistas pró-independência que bloqueavam a única estrada comercial para a África Ocidental, pois, segundo eles, ela era ilegal.

Pela primeira vez em décadas, o Exército de Libertação do Povo Saarauí (ALPS) e as forças marroquinas tiveram confrontos armados, de acordo com o Ministério da Defesa da República Árabe Democrática Saarauí (RASD).

A Polisário segue exigindo a realização de um referendo organizado pela ONU previsto no momento da assinatura do cessar-fogo entre os beligerantes em 1991.

Marrocos, que controla cerca de 80% deste enorme território desértico, propõe um plano de autonomia sob a sua soberania.


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