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Estado de Minas RIO DE JANEIRO

Brigadas fazem ronda policial noturna no Rio contra festas clandestinas na pandemia


02/04/2021 15:39

Brigadas municipais e de Segurança e Vigilância Sanitária fazem rondas todas as noites com uma árdua missão na normalmente agitada cidade do Rio de Janeiro: reprimir festas e aglomerações clandestinas durante a pandemia.

No bairro de classe média-alta da Barra da Tijuca, um contingente formado por uma inspetora sanitária e policiais chega na sexta-feira, por volta da meia-noite, à loja de conveniência de um posto de gasolina, onde dezenas de pessoas consomem álcool e conversam do lado de fora.

"Esta loja pode ficar aberta, mas não pode vender bebidas para consumo no local, nem na parte de fora. Tem muita gente bebendo aqui. Está descumprindo o decreto, está determinado o fechamento", diz a inspetora sanitária ao dono da loja. "Se os bares e restaurantes estão fechados, não podemos permitir que as pessoas consumam em estabelecimentos como este".

A medida, replicada pouco depois em estabelecimentos semelhantes, determina o fechamento do local até o dia seguinte. Caso seja reincidente, o estabelecimento é proibido de abrir por 15 dias.

O decreto, assinado há duas semanas pelo prefeito, Eduardo Paes, e parcialmente prorrogado hoje, ordena o fechamento do comércio não essencial e de bares, restaurantes, boates, cinemas, museus e praias, em vista da disparada do número de casos e mortos por Covid-19 na capital fluminense e em todo o país. Paes também determinou um toque de recolher noturno entre 23h e 5h, um desafio numa cidade de vida noturna agitada.

"Desde que as medidas mais restritivas começaram, já tivemos mais de 6 mil atuações. Um dos nossos focos é coibir aglomerações, festas clandestinas e eventos irregulares", indicou à AFP Brenno Carnevale, secretário municipal de Segurança.

Entre essas atuações, está o esvaziamento de festas clandestinas em bares e casas particulares, denunciadas por vizinhos ou detectadas pela polícia nas redes sociais.

"É uma situação em que ninguém está feliz. A prefeitura não está feliz em impor medidas restritivas. A gente sabe da característica do carioca, é uma cidade com praia, bar, restaurante, com um povo alegre, com vontade de fazer festa. Mas a gente precisa se conscientizar sobre as dificuldades do momento", assinalou Carnevale.

Com mais de 37 mil mortos, o estado do Rio é um dos mais afetados pela pandemia, com 215 óbitos por 100 mil habitantes, contra 141 no conjunto do país.


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