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Estado de Minas WASHINGTON

EUA recebe indenização do Sudão por atentados da Al-Qaeda em 1998


31/03/2021 12:00

Os Estados Unidos confirmaram, nesta quarta-feira (31), o pagamento por parte do Sudão de US$ 335 milhões de indenização para as vítimas dos atentados do grupo extremista Al-Qaeda em 1998 e afirmaram que estão dispostos a "abrir um novo capítulo" em suas relações com Cartum.

Em um acordo que se materializou no final de 2020, após anos de disputas diplomáticas e de longos processos judiciais, o governo sudanês concordou em pagar essas indenizações às vítimas dos atentados contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, e contra o navio militar americano "USS Cole" no Iêmen em 2000. Os ataques deixaram mais de 200 mortos.

Esse dinheiro foi depositado em uma conta congelada, à espera de que o governo dos Estados Unidos retirasse o Sudão de sua lista de países patrocinadores do terrorismo - o que implica sanções e obstáculos para investimentos - e lhe concedesse imunidade legal em processos judiciais relacionados com esses atentados.

Essas condições foram cumpridas. Washington retirou o Sudão da lista em dezembro, e o Departamento de Estado americano notificou o Congresso dos EUA, na semana passada, sobre o restabelecimento "das imunidades soberanas do Sudão", de acordo com uma lei adotada no final de 2020, disse nesta quarta-feira o secretário de Estado americano, Antony Blinken, em um comunicado.

Como consequência dessas medidas, o dinheiro das indenizações foi desbloqueado.

Os tribunais americanos haviam considerado o Sudão responsável por esses atentados por ter acolhido o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, na década de 1990. Pelo mesmo motivo, o país foi incluído na lista mencionada em 1993.

"Apreciamos os esforços construtivos do Sudão nos dois últimos anos para trabalhar conosco na busca de uma solução", disse Blinken.

"Agora que este difícil processo ficou para trás, as relações entre Estados Unidos e Sudão podem abrir um novo capítulo", acrescentou.

Como parte do compromisso negociado pelo governo do então presidente americano, Donald Trump, as autoridades de transição do Sudão também aceitaram reconhecer o Estado de Israel.


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