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Estado de Minas NAÇÕES UNIDAS

Conselho de Segurança da ONU debate lançamentos norte-coreanos, sem adotar ações


30/03/2021 18:01

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta terça-feira (30) para discutir os últimos lançamentos de mísseis da Coreia do Norte, sem tomar nenhuma ação imediata, apesar das alegações dos Estados Unidos de que o organismo considerava novas medidas.

Não houve declarações do Conselho de Segurança ou de nações europeias após a reunião a portas fechadas de meia hora, ao contrário do que aconteceu há um ano, quando cinco nações europeias consideraram os exercícios uma "provocação".

Um diplomata disse que "preocupações foram expressas pela maioria dos membros" durante a reunião desta terça-feira, e que as chamadas para a desnuclearização foram renovadas, embora nenhuma declaração tenha sido feita.

A Coreia do Norte já havia denunciado o encontro, convocado pelo Reino Unido, Estônia, França, Irlanda e Noruega.

Em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial da Coreia do Norte, a KCNA, o alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores, Jo Chol Su, acusou o Conselho de Segurança de usar um "padrão duplo" (de julgamento), dizendo que países em todo o mundo "estão disparando todos os tipos de projéteis".

A Coreia do Norte realizou dois lançamentos na semana passada que os Estados Unidos e outros denunciaram como mísseis balísticos de curto alcance, algo proibido por resoluções do Conselho de Segurança.

Os Estados Unidos foram cuidadosos em seus comentários sobre a Coreia do Norte, com as advertências do presidente Joe Biden sobre as consequências, mas também com ofertas a Pyongyang de escolher a diplomacia.

Em vez de convocar uma reunião do Conselho de Segurança, Washington encaminhou as propostas ao comitê de sanções para avaliação.

"Estamos realizando uma reunião do comitê de sanções e analisando ações adicionais que poderíamos tomar aqui em Nova York", disse Linda Thomas-Greenfield, embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, a jornalistas na segunda-feira. A diplomata não especificou medidas.

A Coreia do Norte exigiu o levantamento das sanções anteriores da ONU, um obstáculo à realização da segunda cúpula entre Kim Jong Un e o ex-presidente dos EUA Donald Trump, que se reuniu com o homem forte da Coreia do Norte.

Biden criticou duramente as cúpulas de Trump com Kim e espera-se que ele promova o diálogo em outros níveis.

A Rússia, que junto com a China mantém relações cordiais com Pyongyang, alertou contra quaisquer novas sanções à Coreia do Norte.

"É um momento de avaliação, não de ação", disse o vice-embaixador da Rússia, Dmitry Polyanskiy, a jornalistas.

"Aceitamos qualquer tipo de diálogo, bilateral ou multilateral", disse ele.

"Esperamos que não haja tensões na península coreana e que todas as partes se abstenham de atos provocativos e retórica que não colaborem", disse ele.


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