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Estado de Minas SAN FRANCISCO

Congresso dos EUA e gigantes da internet se enfrentam pela desinformação


25/03/2021 16:00

Mais de dois meses depois do violento ataque ao Capitólio, sede do Legislativo nos Estados Unidos, os congressistas iniciaram uma audiência com os chefes das plataformas e redes sociais sobre como estão reprimindo a desinformação e os conteúdos nocivos que levam à violência e outros efeitos prejudiciais.

A audiência, que acontece de forma remota, é a quarta para Mark Zuckerberg, do Facebook, e Jack Dorsey, do Twitter, desde o mês de julho passado, e a terceira para Sundar Pichai, da Google. Outra evidência de como o vasto poder econômico e político das empresas as colocou na mira tanto dos democratas quanto dos republicanos.

Os líderes do Facebook, Google e Twitter tentaram dissipar as críticas antes da audiência na Câmara dos Representantes, a mais recente de uma série que revela a preocupação com a moderação dos conteúdos sobre as eleições, a covid-19 e o ataque em 6 de janeiro ao Capitólio.

"Sejam as falsidades sobre a vacina contra a covid-19 ou as alegações desacreditadas sobre a fraude eleitoral, essas plataformas online permitiram a difusão da desinformação, intensificando as crises nacionais com consequências nefastas na vida real para a saúde e a segurança públicas", disseram em nota os chefes das duas subcomissões do Congresso que realizam a audiência.

Os presidentes executivos das empresas de tecnologia afirmaram estar fazendo todo o possível para evitar os conteúdos prejudiciais.

"Todos os dias o Twitter lida com considerações complexas sobre como abordar o extremismo e a desinformação", disse Dorsey em seu depoimento por escrito publicado com antecedência pelo Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes.

"Nossos esforços para combater a desinformação, no entanto, devem estar vinculados com ganhar a confiança. Sem confiança, sabemos que o público continuará questionando nossas ações".

Pichai disse que a Google se dedica a fornecer "conteúdo confiável e oportunidades de livre expressão através das nossas plataformas, enquanto limita o alcance da desinformação prejudicial".

Zuckerberg, por sua vez, apontou que o Facebook intensificou seus esforços para "manter o ódio e a violência fora" da plataforma e ofereceu uma proposta para abordar as preocupações sobre a responsabilidade das redes, sugerindo que cada uma tenha sistemas para eliminar o conteúdo ilegal.

Ele acrescentou que "as pessoas de todas as tendências políticas querem ver que as empresas estão assumindo a responsabilidade de combater o conteúdo e a atividade ilegal em suas plataformas".

O CEO do Facebook sugeriu que o Congresso condicione a responsabilidade dos conteúdos que infringem a lei à capacidade das empresas de cumprir as normas estabelecidas para combater esses abusos.

- Amplificar os algoritmos -

A recente reação contra os gigantes da tecnologia, que dominam setores econômicos chave, se intensificou à medida que sua influência cresceu durante a pandemia de coronavírus.

Ao mesmo tempo em que essas empresas de tecnologia se tornam uma parte mais importante da vida das pessoas, elas enfrentam uma tempestade sobre desinformação, privacidade, responsabilidade e defesa da concorrência.

Enquanto isso, o governo de Joe Biden está montando uma equipe com funcionários reguladores, mas as perspectivas de qualquer movimento imediato em Washington não estão claras.

Um comunicado da Comissão de Energia e Comércio afirma que as grandes plataformas "maximizam seu alcance - e os dólares dos anúncios - usando algoritmos ou outras tecnologias para promover conteúdos (...) e frequentemente elevam ou amplificam a desinformação e o conteúdo extremista".

Alguns grupos de ativistas culpam as plataformas pelo ataque de 6 de janeiro contra o Capitólio, alegando que não conseguiram eliminar os conteúdos que levam à violência.

Altos cargos das forças de ordem dos 12 estados pediram na quarta-feira ao Facebook e Twitter que tomassem medidas mais rígidas para conter a divulgação de desinformações sobre a vacina contra a covid-19 por parte de opositores da mesma.

"O Facebook e o Twitter devem tomar medidas imediatas para proteger os nova-iorquinos e limitar qualquer outra perda de vida como resultado da difusão de informações falsas", disse a procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James.

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