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Estado de Minas MACAU

Macau e Hong Kong suspendem uso da vacina da Pfizer por problema nas tampas


24/03/2021 09:14

Macau e Hong Kong suspenderam o uso da vacina contra o coronavírus da nesta quarta-feira (24), depois que o laboratório informou sobre um problema de "tampas defeituosas" em um lote.

"Como princípio de precaução, a vacinação em curso deve ser suspensa enquanto prossegue a investigação", anunciou o Executivo de Hong Kong em um comunicado.

Os dois territórios afirmam que tomaram a decisão, depois que foram contactados pela Fosun, laboratório farmacêutico que distribui a vacina na China.

De acordo com as autoridades, os frascos com o número de lote 210102 apresentavam tampas defeituosas.

"A empresa farmacêutica afirmou não ter nenhuma razão para acreditar que este lote de vacinas apresenta riscos à segurança", disse a secretária de Saúde de Hong Kong, Sophia Chan.

"As vacinas que soubemos que apresentavam defeitos nos frascos antes da injeção foram descartadas. Não foram usadas em residentes", acrescentou.

Muitas vacinas são enviadas na forma concentrada em frascos, cujo conteúdo deve ser diluído antes de serem injetadas.

Os frascos que apresentavam defeito na tampa, fissuras ou qualquer outro problema foram descartados antes de serem usados, insistiram as autoridades de Hong Kong.

Nas redes sociais, moradores de Hong Kong afirmaram que a vacinação foi cancelada nesta quarta-feira e que os centros de imunização estavam fechados.

"Ainda confio na vacina, mas estou bastante desapontado porque estava marcado pra hoje", disse à AFP um homem de sobrenome Wong ao chegar a um centro de vacinação e se deparar com as portas fechadas.

Com quase 7,5 milhões de habitantes, Hong Kong registrou poucos casos, devido às severas restrições e a uma quarentena de três semanas às pessoas que chegam do exterior.

Desde o início da pandemia, o território registra quase 11.000 casos e 200 mortes por covid-19.

Hong Kong iniciou a campanha de vacinação no fim de fevereiro, mas a população não demonstra empolgação, desconfiada do Executivo pró-Pequim.

Em 2019, a cidade foi cenário de manifestações pró-democracia, às quais Pequim respondeu com uma forte repressão.

De acordo com uma pesquisa recente, apenas 37% dos adultos de Hong Kong pensam em procurar a vacinação.

No momento, o território oferece duas vacinas: a chinesa CoronaVac e

Na terça-feira, 403 mil pessoas, ou 5% da população, haviam recebido a primeira dose da vacina.

Os dados disponíveis até o momento sobre a CoronaVac mostram uma eficácia entre 50 e 80%. A Pfizer afirma que a eficácia de seu imunizante contra o coronavírus está entre 94 e 95%.

O programa de vacinação começou na semana passada a todos os cidadãos de Hong Kong com mais de 30 anos, pois as autoridades estão tendo problemas para convencer os idosos e grupos prioritários.

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, lamentou essa falta de entusiasmo com as vacinas e acusou os críticos do governo de "denegrir" a vacina chinesa.

Na terça-feira, as autoridades de saúde proibiram uma clínica de continuar a vacinar depois que um de seus médicos declarou publicamente que preferia a vacina da Pfizer à da Sinovac.


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