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Estado de Minas NAIRÓBI

Mais de 100 civis foram mortos em Tigré em novembro, diz comissão etíope


24/03/2021 08:24

Mais de 100 civis foram mortos por tropas eritreias no final de novembro, na cidade etíope de Aksum, semanas depois do início do conflito em Tigré - informa a Comissão de Direitos Humanos da Etiópia (CDHE), em um relatório publicado nesta quarta-feira (24).

O órgão independente, subordinado ao governo etíope, ecoa, assim, as conclusões da Anistia Internacional e da Human Rights Watch (HRW). Em informes anteriores, ambas as organizações denunciaram que centenas de civis foram massacrados em Aksum, no final de novembro de 2020, no que constituiu um crime contra a humanidade.

"A informação coletada durante esta investigação preliminar confirma que, nos dias 28 e 29 de novembro, cometeram-se graves violações dos direitos humanos e que, em Aksum, mais de 100 residentes (...) foram mortos pelos soldados eritreus", de acordo com a CDHE.

"Estes números não são definitivos", ressalta a comissão.

"Como estas graves violações dos direitos humanos podem constituir crimes contra a humanidade, ou crimes de guerra", a CDHE destaca "a necessidade de uma investigação exaustiva da situação geral dos direitos humanos na região de Tigré".

Tigré tem sido palco de combates desde que o governo etíope lançou uma intervenção militar em 4 de novembro para derrubar a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), o partido no poder nesta região ao norte.

A vitória foi declarada em 28 de novembro, mas os combates continuam.

Após meses de desmentidos oficiais por parte de Adis Abeba e Asmara, o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, mencionou publicamente pela primeira vez a presença de tropas da Eritreia, país fronteiriço com Tigré. Declarou, no entanto, que os ataques contra civis na região são "inaceitáveis".


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