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Estado de Minas MONTEVIDÉU

Uruguai reforça medidas para reduzir a mobilidade e impedir a escalada de casos cobiçosos


23/03/2021 23:14

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou nesta terça-feira (23) o fechamento de repartições públicas e a suspensão total das aulas presenciais, entre outras medidas que visam "reduzir a mobilidade" para conter a forte escalada das infecções por covid-19.

"Tomamos medidas que visam reduzir a mobilidade", informou o presidente em entrevista coletiva, após reunião de várias horas com seu gabinete.

O fechamento de todos os serviços públicos excepto os essenciais, a suspensão de espetáculos públicos, o fechamento de ginásios e lojas na fronteira, bem como a suspensão de festas e eventos sociais, em todos os casos até 12 de abril, fazem parte do pacote anunciado.

Lacalle também anunciou a suspensão de aulas presenciais em todos os níveis de ensino até a Páscoa.

"Temos uma cepa muito poderosa na capacidade de penetração e contágio: infecta 2,5 vezes mais que a outra", explicou o presidente sobre a descoberta da variante brasileira P.1 no país, noticiada na segunda-feira.

"Temos uma situação complexa no sistema de saúde, principalmente pressionando as UTIs (unidades de terapia intensiva)", acrescentou.

Diante disso, o presidente informou que serão acrescentadas 129 leitos de tratamento intensivo e mais respiradores serão adquiridos.

Na esfera econômica, o presidente uruguaio afirmou que o valor da assistência social recebida por quase meio milhão de uruguaios por meio de diferentes programas dobrará em dois meses e o imposto especial sobre os altos salários dos funcionários públicos será restabelecido por dois meses.

A arrecadação desse imposto, que já foi implantada em 2020, "irá para as atividades prejudicadas pela redução da mobilidade".

"Não somos a favor do confinamento total ou da quarentena obrigatória", afirmou, ressaltando mais uma vez o conceito de liberdade responsável de cidadania. "É uma questão de princípios".

Nas últimas horas, comunidades científicas e acadêmicas e até a oposição e parceiros políticos do governo passaram a exigir medidas mais restritivas para conter as infecções.

Embora a vacinação avance a bom ritmo - em 23 dias 10% da população já recebeu a primeira dose do CoronaVac ou Pfizer - desde fevereiro os números diários de casos e óbitos não param de bater recordes.

Na segunda-feira, 2.682 novos casos e 19 mortes foram registrados, os maiores números desde a declaração da emergência sanitária em março de 2020.

O país de 3,4 milhões de habitantes - que na maior parte de 2020 foi um modelo na América Latina por seu controle bem-sucedido da pandemia - registra 84.212 infecções e 827 mortes por covid-19.


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