Publicidade

Estado de Minas CIDADE DA GUATEMALA

Militares da reserva bloqueiam estradas na Guatemala para exigir indenização


23/03/2021 18:43

Centenas de soldados da reserva, que bloquearam pelo menos 16 trechos de rodovias na Guatemala nesta terça-feira (23), encerraram o protesto depois de chegar a um acordo com o Congresso para antecipar a aprovação da compensação por seus serviços durante a guerra civil (1960-1996).

Os ex-combatentes fecharam as ruas por quase sete horas para pressionar os deputados a ratificar a iniciativa Lei de Dignificação do Soldado Guatemalteco e suas Famílias, estagnada no Congresso desde 2019 por divergências entre as partes.

O projeto de lei contempla um benefício denominado "bônus patriótico", um pagamento de indenização a pessoas que serviram nas Forças Armadas durante o conflito armado interno ou seus familiares, embora o valor a ser pago ainda não tenha sido definido.

O presidente do Congresso, Allan Rodríguez, da situação, que descreveu as demandas dos veteranos como "legítimas", afirmou em entrevista coletiva que entrou em acordo com líderes do movimento para uma reunião sobre o tema no dia 16 de abril, data em que se espera que três comissões legislativas, inclusive a de Direitos Humanos, expressem suas opiniões sobre o projeto de lei.

Após a aproximação com Rodríguez e outros deputados, um líder militar, que se identificou como "Sargento Flores", disse que "chegaram a um acordo para acompanhar o processo legislativo" da iniciativa e "deram instruções" para encerrar os protestos.

"Veteranos militares guatemaltecos unidos por uma causa justa" e "Exigimos nosso direito à igualdade", diziam algumas faixas colocadas por manifestantes em alguns dos bloqueios.

Em outubro do ano passado, os veteranos também bloquearam estradas para exigir a aprovação da lei promovida em 2019 pelo ex-candidato à presidência e ex-militar Estuardo Galdámez, atualmente em prisão preventiva por supostos atos de corrupção quando era deputado.

Na Guatemala, existe uma lei de indenização para vítimas de guerra, viúvas e órfãos, mas a legislação não inclui membros das forças armadas.

A guerra civil, que durou 36 anos, deixou 200.000 mortos ou desaparecidos, segundo relatório da ONU apresentado em 1999.

Grande parte das violações de direitos humanos e massacres da população civil foram atribuídos às forças de segurança do Estado, principalmente ao Exército.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade