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Estado de Minas WASHINGTON

Reforma eleitoral de Pequim é 'ataque direto' à autonomia de Hong Kong, diz EUA


05/03/2021 17:02 - atualizado 05/03/2021 17:03

Os Estados Unidos condenaram nesta sexta-feira (5) os novos poderes de veto propostos pela China sobre a eleição dos legisladores de Hong Kong, ao qualificá-los de um "ataque direto" à autonomia da cidade, e exigiu que Pequim revertesse esta decisão.

As medidas propostas "são um ataque direto à autonomia de Hong Kong, às liberdades de Hong Kong e aos processos democráticos", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, a jornalistas.

O porta-voz disse que a medida violava a Lei Básica de Hong Kong, que entrou em vigor em 1997, quando o Reino Unido entregou o centro financeiro à China.

Pequim intensificou sua ofensiva para impor sua vontade a Hong Kong, com uma reforma eleitoral que lhe permitirá excluir das eleições candidatos da oposição em campanha pela democracia.

"Se implementadas, essas medidas irão minar drasticamente as instituições democráticas de Hong Kong e ir diretamente contra o claro reconhecimento da Lei Básica de que as eleições de Hong Kong devem caminhar para o sufrágio universal", disse Price.

"Pedimos à RPC que respeite as suas obrigações e compromissos internacionais e aja de acordo com a Lei Básica de Hong Kong", disse ele, referindo-se à República Popular da China.

"Os Estados Unidos se unem ao povo de Hong Kong ... Que busca nada mais do que os direitos universais ... Que eles merecem", concluiu.


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