Publicidade

Estado de Minas PARIS

França e Brasil adotam novas restrições; plano de estímulo contra covid avança nos Estados Unidos


27/02/2021 11:54

Apesar da esperança com o avanço das campanhas de vacinação, o mundo continua muito vulnerável à pandemia de covid-19 e países como Brasil e França adotaram nas últimas horas restrições após o aumento de casos em algumas regiões.

Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos o governo do presidente Joe Biden deu um passo crucial para a aplicação do grande plano de estímulo econômico contra as consequências da pandemia, com a aprovação na Câmara de Representantes do pacote, que agora será enviado ao Senado.

Diante das sucessivas ondas do vírus, os países continuam respondendo com restrições, à espera de que em algum momento as campanhas de vacinação resultem na imunidade suficiente de suas populações.

Na França, o governo ativou medidas concentradas em departamentos sob vigilância por seu elevado número de contágios. Como exemplo, a cidade de Nice e seu famoso calçadão, no sul do país, permanecerão confinados durante o fim de semana.

"Se for necessário fazer isto para poder ter um pouco mais de liberdades mais tarde, por quê não?", disse Frédérique Duval, estilista de 51 anos e que vive em Nice.

Outro país da Europa que decidiu adotar novas medidas é a República Tcheca, que retornará ao confinamento na segunda-feira para tentar frear a taxa de contágio por habitante, a mais elevada do mundo no momento.

- Alerta no Brasil -

No Brasil, vários governadores e prefeitos anunciaram novas restrições para evitar o colapso do sistema de saúde com o avanço da pandemia de coronavírus, que já provocou mais de 250.000 mortes no país.

O governo do estado de São Paulo formalizou na sexta-feira um retrocesso em seu plano de flexibilização e reduziu ainda mais o horário de funcionamento de bares e restaurantes, que agora só poderão funcionar até as 20h.

Os estados do Paraná e Rio Grande do Sul anunciaram o funcionamento apenas dos serviços essenciais, ou seja, farmácias, hospitais, supermercados, clínicas veterinárias, postos de gasolina, entre outros.

Em Brasília, o governo do Distrito Federal decretou a partir de domingo o fechamento de escolas, comércios e serviços não essenciais, como cinemas, teatros e academias de ginástica.

Do outro lado do planeta, na Nova Zelândia, a primeira-ministra Jacinda Ardern ordenou neste sábado que a maior cidade do país, Auckland, retorne ao confinamento após a detecção de um novo caso.

A covid-19 infectou mais de 113 milhões de pessoas e provocou mais de 2,51 milhões de mortes desde dezembro de 2019, quando foi detectada na China, de acordo com um balanço da AFP com base em números oficiais.

- Passo adiante para Biden -

Nos Estados Unidos, país mais afetado do mundo com mais de 500.000 óbitos, a Câmara de Representantes aprovou na madrugada de sábado o plano de estímulo de 1,9 trilhão de dólares estimulado pelo presidente Joe Biden, um primeiro passo crucial antes que o Senado examine o texto.

O plano Biden pretende apoiar a economia e dinamizar a vacinação contra o coronavírus. O pacote prevê bilhões de dólares para aumentar o ritmo de imunização e testes, assim como 130 bilhões de dólares para ajudar na reabertura de escolas.

Ao mesmo tempo, a agência reguladora dos Estados Unidos está prestes a autorizar uma terceira vacina, o fármaco do laboratório americano Johnson&Johnson;, que apresenta duas vantagens: pode ser administrado em apenas uma dose e pode ser armazenado na temperatura de uma geladeira.

Fundamental para frear a propagação do vírus, a vacinação é desigual no planeta. A maior parte das 217 milhões de doses administradas se concentram nos países mais ricos.

Na sexta-feira, em uma rara demonstração de unidade entre as grandes potências, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução que exige equidade no acesso às vacinas.

- Adeus a herói britânico -

Entre as histórias comoventes desde o início da pandemia, uma das que recebeu mais atenção foi a do "capitão Tom", um veterano britânico da Segunda Guerra Mundial que morreu no início de fevereiro aos 100 anos, famoso por ter arrecadado uma quantia recorde para o serviço de saúde pública durante a pandemia e que recebeu honras militares em seu funeral neste sábado na Inglaterra.

O caixão de Tom Moore, envolvido na bandeira britânica, foi carregado por seis soldados de infantaria até o crematório de Bedford (centro). Devido ao confinamento no Reino Unido desde o início de janeiro para lutar contra o coronavírus apenas oito parentes compareceram à cerimônia privada: suas duas filhas, os dois genros e quatro netos.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade