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Estado de Minas BRUXELAS

UE discute reação a novas variantes do coronavírus e restrições fronteiriças


25/02/2021 14:34

Os líderes da União Europeia iniciaram, nesta quinta-feira (25), uma reunião virtual de dois dias, sob forte pressão para resolver os problemas da distribuição de vacinas contra a covid-19, o desafio das novas cepas do coronavírus e os polêmicos fechamentos de fronteiras.

Oficialmente, a agenda desta reunião concentraria assuntos relacionados à defesa e segurança, mas a urgência de definir uma frente comum diante da interminável pandemia faz com que esta questão se tornasse dominante.

Esta cúpula por videoconferência ocorre aproximadamente um ano após o início da crise global provocada pela pandemia de coronavírus, e com o continente europeu afetado por uma dura terceira onda de contágios.

Nesta terceira onda, países europeus enfrentam variantes do coronavírus procedentes do Reino Unido, África do Sul e Brasil. Com isso, a reação de vários dos integrantes do bloco foi de retomar severas restrições às viagens e os fechamentos parciais de fronteiras.

A UE chegou a mandar cartas de advertência para seis países sobre os danos que os fechamentos de fronteiras representam para a livre circulação de pessoas e a troca comercial.

Agora que o continente deixa para trás o inverno boreal, vários países que dependem em grande parte do turismo precisam urgentemente que as viagens se restabeleçam para que as economias possam se recuperar do golpe trazido pela pandemia.

Além disso, os ambiciosos planos da UE para iniciar a vacinação em massa encontraram dificuldades no acesso e distribuição das vacinas, e várias capitais no bloco não escondem a urgência em encontrar uma solução.

A UE se propõe a vacinar 70% dos adultos nos países do bloco até meados de setembro, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse recentemente que os laboratórios são "parceiros" no combate à pandemia.

- Contra o tempo -

Até agora, a UE conseguiu vacinar apenas 6% de sua população e somente 2% recebeu as duas doses.

Este ritmo, no entanto, não conseguiu conter a crescente discussão sobre a possibilidade de adotar algum tipo de certificado que permita a retomada das viagens, especialmente do turismo, para reativar a economia. Essa ideia, no entanto, ainda está longe da unanimidade.

Mesmo assim, a UE já iniciou negociações preliminares com a Associação Internacional de Viagens Aéreas (IATA), sobre um mecanismo de armazenamento de dados.

A Grécia, no entanto, não parece decidida a esperar e já chegou a um acordo bilateral sobre viagens com Israel, que está mais avançado na vacinação de sua população.


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