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Estado de Minas WASHINGTON

Blinken fará sua primeira 'viagem' virtual ao México e Canadá


25/02/2021 15:36 - atualizado 25/02/2021 15:38

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, realizará na sexta-feira (26) sua primeira "viagem" com encontros virtuais com México e Canadá, em busca de acordos sobre migração e outros assuntos que colocaram à prova as relações com esses países vizinhos.

Apoiando a postura do presidente Joe Biden de desencorajar as viagens com o objetivo de conter a pandemia de covid-19, Blinken permanecerá em Washington e falará por videoconferência com seus pares de Ottawa e Cidade do México.

Blinken, que também planeja visitar virtualmente a fronteira entre Estados Unidos e México, segue o exemplo de Biden, que na terça-feira realizou sua primeira cúpula com o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, de forma virtual.

"A viagem virtual do secretário Blinken prioriza a saúde e a segurança de todos os envolvidos, enquanto demonstra a importância de nossas associações com nossos vizinhos e alguns de nossos parceiros mais próximos", disse nesta quinta-feira o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, em nota.

Na agenda está incluída uma visita virtual ao cruzamento fronteiriço de El Paso com a participação do responsável por esta porta de entrada e com o cônsul mexicano.

"Escolhemos esta porta de entre porque é muito significativa para a fronteira de México e Estados Unidos, em termos de comércio e também pelos vínculos entre as pessoas", explicou à imprensa um alto funcionário do governo americano.

- Um "amigo tão próximo" -

O ex-presidente Donald Trump prejudicou os laços com muitos aliados próximos dos Estados Unidos, incluindo o Canadá, apesar da surpresa para muitos de sua relação produtiva com o presidente esquerdista mexicano Andrés Manuel López Obrador.

Sob a pressão das sanções de Trump, o México aceitou manter em seu território milhares de centro-americanos e outros solicitantes de asilo que aguardam a revisão de seus pedidos para entrar nos Estados Unidos.

O governo de Biden começou a desmantelar este programa que, segundo os defensores dos direitos dos migrantes, colocou em risco físico as pessoas que fogem da violência e viola o direito internacional dos refugiados.

As tensões também dispararam entre esses dois países com ameaças mútuas de interromper a cooperação devido à perseguição por parte de Estados Unidos de personalidades mexicanas por acusações de narcotráfico.

Em outubro, Estados Unidos prendeu em Los Angeles um ex-ministro da Defesa mexicano, mas foi libertado após fortes pressões do México que, segundo funcionários americanos, violou suas promessas de processá-lo em seu país.

Na segunda-feira, as autoridades americanas prenderam em um aeroporto perto de Washington Emma Coronel, esposa do narcotraficante Joaquín 'El Chapo' Guzman, condenado à prisão perpétua nos Estado Unidos. Coronel - que tem dupla nacionalidade americana e mexicana - está presa sem fiança.

Em relação ao vínculo com o Canadá, Biden se comprometeu a estabelecer uma estreita relação com Trudeau, um aliado de centro-esquerda, depois que Trump chamou Ottawa de concorrente e atacou publicamente o primeiro-ministro pela sua política comercial.

No encontro virtual desta semana entre os dois líderes, Biden afirmou que "Estados Unidos não tem nenhum amigo tão próximo como o Canadá".

No entanto, após chegar ao poder Biden se apressou para acabar com o oleoduto Keystone XL ao qual os ambientalistas se opõem fortemente, mas que conta com o apoio do Canadá.

Em relação à reforma energética buscada pelo governo mexicano para fortalecer a empresa estatal CFE, um alto funcionário americano pediu ao México para "ouvir as partes interessadas, o setor privado e para proporcionar uma cultura, um clima de liberdade e transparência para o investimento".


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