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Estado de Minas WASHINGTON

Trump é absolvido de impeachment após histórico julgamento no Senado

Ex-presidente foi inocentado em processo histórico perante o Senado por sua responsabilidade nos incidentes violentos ocorridos durante a invasão do Capitólio


13/02/2021 20:16 - atualizado 13/02/2021 21:11

Apenas 57 senadores votaram a favor do impeachment de Tump, quantidade insuficiente(foto: Mendel Ngam/AFP)
Apenas 57 senadores votaram a favor do impeachment de Tump, quantidade insuficiente (foto: Mendel Ngam/AFP)
 

Donald Trump conseguiu ser absolvido neste sábado (13) pela segunda vez em um julgamento de impeachment. O ex-presidente foi inocentado em um processo histórico perante o Senado dos Estados Unidos por sua responsabilidade nos incidentes violentos ocorridos durante a invasão do Capitólio em 6 de janeiro.

 

 

O processo mostrou que Trump continua controlando o Partido Republicano, com os senadores votando 57 a 43 a favor do impeachment, não conseguindo alcançar a maioria de dois terços necessária para uma condenação. Apenas sete republicanos votaram a favor de culpabilizar o ex-presidente.

Depois de anunciada a decisão, o ex-presidente republicano, que está banido das redes sociais desde que deixou o poder, em 20 de janeiro, comemorou o resultado e denunciou o processo como "mais uma fase da maior caça às bruxas da história" dos Estados Unidos.

Este é o segundo julgamento de impeachment contra Trump, que em 2020 também foi absolvido em um processo por abuso de poder e "obstrução do Congresso" por pressionar a Ucrânia a investigar Joe Biden, na época seu provável rival nas eleições.

Desde a manhã deste sábado, ficou claro que o presidente seria absolvido, após o vazamento de uma carta do líder da minoria republicana do Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, na qual ele indicava a seus correligionários que votaria a favor de absolvição.

No entanto, após votar contra a condenação do ex-presidente, McConnell admitiu no plenário que Trump é responsável "moralmente e na prática" por ter causado os incidentes de 6 de janeiro.

O processo durou cinco dias e foi encerrado com um apelo de legisladores democratas, que acusaram o ex-presidente de ter "traído" os Estados Unidos. A defesa, por sua vez, classificou as acusações de "absurdas".

O advogado de Trump, Michael Van der Veen, disse que, independentemente do horror mostrado nas imagens dos distúrbios no Capitólio e da emoção imbuída nos argumentos, isso "não muda o fato de que Trump é inocente".

"Chegou a hora de acabar com este teatro político inconstitucional", concluiu.

Os democratas que buscavam uma condenação para em seguida desqualificar politicamente Trump, acusaram o republicano de "abusar de seu poder ao se aliar aos insurgentes".

O líder da acusação, o congressista democrata Jamie Raskin, disse que está claro que "Trump apoiou as ações da multidão, então ele deve ser condenado".

David Cicilline, que também participou da argumentação final, acusou Trump de violar seus deveres.

"No momento em que mais precisávamos de um presidente para nos proteger e nos defender, o presidente Trump nos traiu deliberadamente", criticou.

A confusão reinou no Senado por duas horas depois que Raskin indicou que desejava acesso ao testemunho da legisladora republicana Jaime Herrera Beutler e às trocas de mensagens com o líder da minoria republicana na Câmara Baixa, Kevin McCarthy.

Raskin também pediu as notas que a congressista tomou sobre uma conversa entre Trump e McCarthy durante o ataque ao Congresso.

Herrera Beutler - uma das poucas republicanas que votou pelo impeachment de Trump na Câmara dos Representantes - disse em um comunicado que McCarthy disse a ela que Trump expressou aprovação para a multidão que invadiu o Capitólio.

A congressista indicou que em 6 de janeiro, quando McCarthy "finalmente" falou com Trump para lhe pedir que falasse publicamente contra os distúrbios, a princípio o presidente repetiu a "mentira" de que foram membros do movimento Antifa que entraram no Capitólio.

"McCarthy rejeitou isso e disse que eram simpatizantes de Trump e então, de acordo com ele, o presidente disse: 'Bem, Kevin, acho que essas pessoas estão mais chateadas com a eleição do que você'", disse o legislador.

Cinco republicanos votaram junto com os 50 senadores democratas a favor da permissão de testemunhas no processo, o que gerou caos na Câmara, abrindo uma veia de incerteza sobre os próximos passos a serem dados.

O senador republicano Ted Cruz alertou que isso poderia abrir "uma caixa de Pandora".

Finalmente, um acordo permitiu que a declaração de Herrera Beutler fosse lida no plenário e incluída na ata.

Tanto democratas quanto republicanos querem encerrar o processo. O presidente democrata Joe Biden quer que o Senado esteja disponível para votar as propostas prioritárias de sua agenda, incluindo o plano de alívio econômico.


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