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Estado de Minas WASHINGTON

Execução é suspensa nos EUA por ausência de capelão


12/02/2021 07:18

A execução de um americano condenado à morte pelo assassinato de uma mulher há 30 anos, prevista para quinta-feira, foi suspensa no último minuto pela Suprema Corte, que considerou ilegal a ausência do capelão.

Willie Smith, de 52 anos, receberia uma injeção letal na prisão de Holman, em Atmore, estado do Alabama, sudeste dos Estados Unidos.

Em 1991, o condenado sequestrou uma mulher de 22 anos em um caixa eletrônico e, ameaçando-a com uma arma, obrigou-a a fornecer a senha do cartão de crédito.

Depois, ele a levou à força para um cemitério onde a matou com um tiro na cabeça. Ele colocou o corpo da jovem no carro e o incendiou.

Um ano depois, foi condenado à morte por um júri. Desde então, seus advogados tentam evitar o cumprimento da sentença, destacando os problemas mentais do condenado.

Nas últimas semanas, eles reintroduziram vários recursos, incluindo a necessidade de um capelão estar na mesma sala que Smith quando recebesse a injeção letal, algo que atualmente é proibido na prisão devido à pandemia do coronavírus.

Smith desejava que um religioso o acompanhasse neste momento e os tribunais deram razão a ele na quarta-feira. As autoridades do Alabama se opuseram e apelaram à Suprema Corte, que rejeitou o pedido na quinta-feira à noite.

Os juízes consideraram que "Smith não pode ser executado sem a presença do pastor" que o condenado havia solicitado. Sua execução pode ocorrer nas próximas horas se o estado autorizar a presença do religioso na sala.

O governo do ex-presidente Donald Trump retomou as execuções em julho passado e, desde então, 13 sentenças de morte foram aplicadas. O presidente Joe Biden se opõe à pena de morte, que já foi abolida em 22 estados do país e está temporariamente suspensa em três outros.


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