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Estado de Minas WUHAN

AstraZeneca questionada sobre eficácia de sua vacina para maiores de 65 anos


28/01/2021 16:48 - atualizado 28/01/2021 16:50

A comissão alemã de vacinação desaconselhou nesta quinta-feira a vacina AstraZeneca para pessoas com mais de 65 anos, um revés para o laboratório britânico, sob pressão europeia por atrasos no seu fornecimento.

Na ausência de prova de eficácia para os idosos, "a vacina para covid-19 da AstraZeneca é atualmente recomendada apenas para pessoas entre 18 e 64 anos", escreveu a comissão de vacinação (STIKO) em um documento consultado pela AFP.

Em resposta, a farmacêutica britânica AstraZeneca e o primeiro-ministro Boris Johnson defenderam nesta quinta-feira a eficácia da vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford.

Um porta-voz do laboratório ressaltou que "as últimas análises (...) apoiam a hipótese de eficácia da vacina no grupo com mais de 65 anos" e afirmou esperar que a Agência Europeia de Medicamentos aprove o seu uso "no próximos dias".

Também Johnson, cujo país está fazendo uma campanha massiva de vacinação, na qual já aplicou o imunizante em mais de 7 milhões de pessoas, e usa essa vacina para todas as faixas etárias, defendeu o que havia descrito anteriormente como "uma vitória da ciência britânica".

Atualmente, 70% das doses administradas ocorrem em países ricos (Europa, Estados Unidos e países do Golfo) e nenhum programa de vacinação em massa foi iniciado em um país pobre.

Também nesta quinta-feira, inspetores de saúde belgas visitaram uma fábrica de produção da vacina da empresa farmacêutica AstraZeneca, a pedido da Comissão Europeia.

A fábrica está localizada na cidade de Seneffe (ao sul de Bruxelas), e as autoridades inspecionaram "dados e documentos", segundo a porta-voz da agência federal de medicamentos e produtos de saúde, Ann Eeckhout.

Um porta-voz da Comissão Europeia explicou à AFP que "os resultados da inspeção serão analisados com peritos de outros Estados-Membros e partilhados com a Comissão Europeia".

No total, a pandemia causou ao menos 2,17 milhões de mortes e infectou mais de 100,8 milhões de pessoas desde o final de dezembro de 2019, segundo o balanço da AFP nesta quinta.

- OMS começa investigação em Wuhan -

Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciaram nesta quinta-feira, na cidade chinesa de Wuhan, sua delicada investigação sobre a origem do coronavírus.

Após duas semanas de quarentena, a equipe da OMS poderá iniciar o trabalho em um contexto de tensão. A China acusou os Estados Unidos de tentarem "politizar" a missão, depois que os americanos disseram que avaliariam a "credibilidade do relatório".

Uma equipe da AFP observou uma dúzia de membros da missão embarcando em um ônibus que esperava em frente ao hotel. O veículo seguiu para um destino desconhecido em Wuhan, onde a covid-19 explodiu no final de 2019.

- Situação no Brasil é "preocupante" -

Com mais de 429.000 mortes em 25,6 milhões de casos, os Estados Unidos são o país mais atingido pela covid-19, seguido por Brasil (quase 220.000 óbitos), Índia (cerca de 154.000) e México (153.600), conforme balanço da AFP feito com base em dados oficiais.

O Brasil seria o país que pior administrou a pandemia, de acordo com um estudo do Institut Lowy, publicado na Austrália. México e Colômbia acompanham o gigante sul-americano nas últimas colocações dessa classificação, liderada pela Nova Zelândia.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) descreveu na quarta-feira como "preocupante" e "crítica" a incidência da pandemia no Brasil, onde há "grande número de casos e mortes" em Brasília, São Paulo e Bahia.

Diante dessa situação e do surgimento de uma nova cepa no país, a Colômbia seguiu os passos de Portugal e Peru - entre outros - e decidiu suspender todos os voos com o Brasil a partir de sexta-feira.

A Alemanha planeja reduzir seu tráfego aéreo com o gigante sul-americano.

A Europa, a região mais enlutada com mais de 719 mil mortes, também não pode baixar a guarda, segundo a OMS, que considerou "prematuro" diminuir as atuais restrições vigentes frente à pandemia e que geraram protestos em vários países como a Holanda ou Dinamarca.

- Pzifer eficaz com duas variantes -

Ao menos 82 milhões de doses de vacina foram aplicadas em ao menos 70 países e territórios, segundo um levantamento da AFP com base em fontes oficiais até às 11h00 GMT desta quinta-feira.

Ao tentar acelerar a administração das vacinas, cujo desenvolvimento em menos de um ano representa um marco científico, a preocupação centra-se nas novas variantes do vírus que surgiram no Reino Unido e na África do Sul.

Apesar das mutações, a vacina dos laboratórios Pfizer e BioNTech manteria quase toda sua eficácia contra as variantes do Reino Unido e da África do Sul e, portanto, "uma nova" não seria necessária, disseram as duas empresas nesta quinta.

No dia anterior, a companhia americana Regeneron afirmou que seu tratamento com anticorpos, que serviu para tratar o ex-presidente Donald Trump, também seria eficaz contra essas duas variantes, enquanto a cepa brasileira, semelhante à sul-africana, continuaria em estudo.

- Chegam as vacinas destinadas à Bolívia -

Um carregamento com 240 mil vacinas Sputnik V, 20 mil delas destinadas à Bolívia, chegou à Argentina nesta quinta-feira da Rússia, no que representa a terceira entrega para o país sul-americano do laboratório russo Gamaleya, informaram as autoridades.

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, continua apresentando "sintomas leves" da covid-19 e está "em plena recuperação", informou a secretária do Interior Olga Sánchez na quinta-feira.

Na Guatemala, dezenas de trabalhadores da saúde exigiram das autoridades vacinas contra a covid-19, ainda sem data de chegada.

O Chile aprovou na quarta a vacina da AstraZeneca, terceiro imunizante autorizado, depois do fármaco da americana Pfizer e da chinesa Sinovac.

A União Africana (UA), por sua vez, obteve mais 400 milhões de vacinas contra a covid-19, do fabricante indiano Serum Institut, o que eleva as doses disponíveis para 670 milhões nos próximos dois anos.

E o turismo mundial viveu "seu pior ano" em 2020, com um prejuízo econômico estimado em 1,3 trilhão de dólares, anunciou nesta quinta-feira a Organização Mundial do Turismo (OMT), estimando que levará entre dois e quatro anos para recuperar o nível de 2019.


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