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Estado de Minas LIMA

Rejeição contra vacinas da covid-19 cresce no Peru


16/01/2021 16:01

A rejeição das vacinas contra a covid-19 disparou no Peru e está em torno de 50%, de acordo com as pesquisas, enquanto uma segunda onda do coronavírus atinge este país que registra 39.000 mortes e mais de um milhão de infecções desde o surgimento da pandemia.

Surpreendentes 48% dos entrevistados dizem que não seriam vacinados se pudessem fazê-lo agora, em comparação com 48% que seriam imunizados contra a covid-19, indica a pesquisa da Ipsos publicada neste sábado (16) pelo jornal El Comercio.

Os antivacinas cresceram para pouco mais que o dobro dos 22% registrados em agosto, quando foi lançado o primeiro levantamento de vacinação. Naquela época, 75% eram a favor.

Em dezembro, o percentual foi dividido entre 57% a favor e 40% contra a vacina, segundo outra pesquisa da Ipsos.

A principal razão apresentada por 52% dos antivacinas é que "ainda não são conhecidos todos os efeitos colaterais que a vacina pode ter no corpo".

"As vacinas são um mecanismo conhecido e prático para todos nós. É normal que as pessoas tenham dúvidas e incertezas", disse a ministra da Saúde, Pilar Mazzetti, à televisão estatal neste sábado.

O governo determinou que a vacinação contra a covid-19 será gratuita quando o imunizante começar a ser fornecido. Ele também descartou que o procedimento seja obrigatório.

A pesquisa da Ipsos foi realizada de 13 a 15 de janeiro entre 1.210 pessoas nas 25 regiões do Peru. Sua margem de erro é de 2,8%.

O movimento antivacinas atua nas redes sociais e no Parlamento peruano, onde um legislador pretende bloquear sua aplicação no país.

No Facebook, a advogada Rosa Apaza, uma das faces mais visíveis desse movimento, equiparou a vacinação contra a covid-19 a "genocídio" da população em um vídeo divulgado há dez dias.

O governo peruano anunciou no dia 6 de janeiro que fechou acordos de compra com a farmacêutica chinesa Sinopharm para a aquisição de 38 milhões de doses de sua vacina e com a britânica AstraZeneca por mais 14 milhões.

O primeiro milhão de doses da vacina Sinopharm deve chegar ao país até o final de janeiro para ser aplicado a cerca de meio milhão de profissionais de saúde, segundo as autoridades.


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