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Estado de Minas PARIS

Coronavírus mata mais de dois milhões de pessoas no mundo


16/01/2021 13:41

O número de mortos por covid-19 superou os dois milhões no mundo e a OMS alertou sobre a situação catastrófica no Brasil, enquanto o laboratório Pfizer anuncia atrasos na entrega de vacinas.

A situação na região do Amazonas é pior que durante a primeira onda da pandemia, e pode provocar o colpso do sistema de saúde, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Se as coisas continuarem assim, claramente veremos uma onda que será pior que a onda catastrófica em abril e maio", alertou o diretor de emergências da organização, Michael Ryan.

Falta oxigênio, luvas e os profissionais de saúde estão adoecendo. Quando esses trabalhadores, e os funcionários de laboratórios, começam a adoecer em massa, "todo o sistema [de saúde] começa a colapsar", disse Ryan.

E os contágios na América do Sul, também em alta, não podem ser explicados exclusivamente pelas novas variantes da covid-19, que causam dores de cabeça em todo o mundo.

"Também foi tudo o que não fizemos que causou" esta nova onda, criticou o especialista, que pediu para não baixar a guarda com as restrições.

A Colômbia prolongou até 1o de março o fechamento de suas fronteiras terrestres e fluviais em uma tentativa de conter a pandemia.

- Europa supera os 30 milhões de contágios -

Dos 2.000.066 mortos desde a descoberta do vírus na China em dezembro de 2019, a Europa aparece como a região mais castigada com 650.560 mortes, seguida pela América Latina e Caribe (542.410) e Estados Unidos e Canadá (407.090), segundo uma contagem da AFP.

A Europa superou na sexta-feira os 30 milhões de casos e, entre os países que vivenciaram aumentos preocupantes nos últimos sete días, a Espanha se destaca, onde os casos aumentaram 168%.

Mas a situação também é grave na Alemanha, que superou os dois milhões de infectados na sexta-feira. O país soma 1.113 mortos nas últimas 24 horas e o número total de óbitos chega aos 45.000.

A França adiantou seu toque de recolher em duas horas, às 18h00, a partir deste sábado. E Portugal iniciou na sexta-feira um novo confinamento generalizado, embora com as escolas abertas.

- Atraso nas vacinas da Pfizer -

As esperanças no mundo para virar a página da pandemia estão voltadas para as vacinas, das quais já foram administradas ao menos 35,61 milhões de doses em 58 países e territórios, segundo uma contagem da AFP com base em fontes oficiais.

Essas campanhas de vacinação precisam se generalizar em todo o mundo, "nos próximos 100 dias", exigiu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"As vacinas estão chegando rapidamente aos países de alta renda, enquanto os mais pobres do mundo não têm nenhuma", alertou o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

Um dia depois de prometer um plano de estímulo financeiro de 1,9 milhão de dólares, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, se comprometeu na sexta-feira a acelerar a campanha de vacinação estabelecendo "milhares" de centros comunitários.

O laboratório Pfizer diminuiu as esperanças na Europa, ao anunciar que suas entregas de vacinas atrasarão nas próximas semanas por alterações no processo de produção em sua fábrica de Puurs, na Bélgica.

"A Pfizer está trabalhando duro para entregar mais doses das inicialmente previstas neste ano com um novo objetivo declarado de 2 bilhões de doses em 2021", justificou o grupo em uma mensagm enviada à AFP.

A esperança por uma vacinação generalizada não evita as acusações políticas.

- Cooperação diante de novas cepas -

A preocupação com ritmo da vacinação na Europa se junta à inquietação sobre a aparição de novas cepas no mundo, do Reino Unido à África do Sul, passando pela Amazônia brasileira.

O comitê de emergência da OMS pediu à comunidade internacional para ampliar o sequenciamento genômico do vírus que provoca a doença covid-19 e para cooperar compartilhando os dados para combater as mutações.

A cepa brasileira já foi detectada no Japão, enquanto no país as imagens de pessoas levando tanques de oxigênio para os hospitais multiplicaram as críticas ao presidente Jair Bolsonaro pela gestão da pandemia.

"Fora Bolsonaro!", gritavam enfurecidos em suas janelas em diferentes bairros do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília inúmeros brasileiros, que não se manifestavam dessa forma desde meados do ano passado, quando o país enfrentava seu pior momento da primeira onda.

Mais de 207.000 pessoas morreram no Brasil, país que está atrás em números de mortos apenas dos Estados Unidos (389.581). É seguido plea Índia (151.918) e México (137.916).

A Índia começou neste sábado sua gigantesca campanha de vacinação, com a qual espera imunizar 300 milhões dos 1,3 bilhão de habitantes até julho.

No México, que registrou sua semana mais mortal com um total de 6.885 mortos pela pandemia segundo dados de quinta-feira, e na sexta registrou um novo recorde diário de contágios, a capital flexibilizou seu estado de alerta máximo e permitiu ontem o funcionamento de alguns restaurantes e comércios.

No entanto, o sistema de saúde está colapsando, especialmente na Cidade do México. Com uma ocupação hospitalar de 91%, a capital de nove milhões de habitantes é o epicentro da pandemia no país.

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