Publicidade

Estado de Minas WASHINGTON

Economia dos EUA inicia 2021 com pouca inércia


16/01/2021 12:39

Consumo debilitado, fábricas trabalhando abaixo da capacidade estabelecida: o último balanço de saúde da economia dos Estados Unidos mostra que a reativação é fraca, em um país que aguarda o plano bilionário do presidente eleito Joe Biden para superar a dupla crise sanitária e econômica.

Os presentes de Natal e compras para as festas de fim de ano não conseguiram aliviar a maior economia mundial. As vendas de varejo caíram em dezembro, pelo terceiro mês consecutivo, embora estejam 2,9% acima do mesmo mês em 2019.

A produção industrial, no entanto, registrou em dezembro sua maior alta em cinco meses, segundo dados da Reserva Federal. Mas este aumento deve-se em grande parte à chegada do inverno boreal, que faz subir a demanda por aquecedores.

- "Mini boom" -

Os casos de covid-19, em níveis muito altos nos Estados Unidos, paralisam boa parte da atividade econômica.

"As restrições (...) são muito menos severas que na Europa, mas associadas à escolha individual de reduzir as interações sociais para evitar infecções, conseguiram destruir os setores de hotelaria e lazer", resumiram os analistas da Pantheon Macroeconomics em uma nota.

"A queda das vendas varejistas mostra novamente que a flexibilidade (de gasto) do governo era e deve continuar sendo o principal sustento da economia", disse o economista Joel Naroff.

As ajudas do governo federal demoraram para ser renovadas, até o final de dezembro quando foi aprovado no Congresso um novo pacote de ajuda econômica por 900 bilhões de dólares, que se junta aos 2,7 trilhões entregues durante o ano.

O auxílio finalmente aprovado é apenas uma "antecipação" para Biden, que apresentou na quinta-feira uma iniciativa por 1,9 bilhão de dólares, que enviará ao Congresso após assumir o cargo em 20 de janeiro.

Se o plano receber a autorização do Congresso, onde os democratas de Biden terão a maioria, as famílias receberão um novo cheque de até 1.400 dólares por pessoa. Os desempregados terão os benefícios que recebem prolongados, as escolas poderão reabrir e muitas pessoas com filhos poderão voltar a buscar emprego.

Este projeto "poderia aumentar as possibilidades de ver um 'mini boom' (econômico) neste verão" boreal, estima Oren Klachkin, da Oxford Economics.

- Made in America -

Na espera do auxílio, 2021 começa com a confiança dos consumidores baixa em janeiro, segundo a estimativa preliminar da pesquisa da Universidade de Michigan.

A atividade manufatureira da região de Nova York também começou com baixas rotações, segundo o indicador Empire State da Fed.

Mais de 10 milhões de americanos vacinados contra o coronavírus ainda não basta para que a economia se recupere.

O plano de Biden será seguido por um plano para criar empregos "bem pagos" na manufatura, conforme prometido durante sua campanha.

Para falar de seu projeto de reativação e economia verde, Biden adotou uma retórica semelhante à de Donald Trump: o "Made in America".

"Imaginem um futuro 'fabricado nos Estados Unidos', 'inteiramente fabricado nos Estados Unidos e dos americanos", disse o presidente eleito na quinta-feira.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade