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Estado de Minas ADIS ABEBA

Exército etíope mata 42 homens suspeitos de participação em massacre


24/12/2020 11:32

O exército etíope matou 42 homens armados acusados de participar do massacre de cem pessoas na quarta-feira na região de Benishangul-Gumuz, na fronteira com o Sudão, classificado pelo primeiro-ministro como uma "tragédia". O anúncio foi feito pelas autoridades regionais nesta quinta-feira (24).

O exército federal etíope "matou 42 membros das forças contrárias à paz que atacaram civis ontem na cidade de Bekuji Kebele" e apreendeu "armas de fogo e flechas", disse o governo regional de Benishangul-Gumuz em um comunicado, sem especificar quem seriam essas forças.

De acordo com a Comissão de Direitos Humanos da Etiópia, um órgão público mas independente, um grupo armado atacou os habitantes de Bekuji Kebele na manhã de quarta-feira, matando "mais de 100 pessoas" e ferindo dezenas, destruindo casas e queimando plantações.

Este é o mais recente de uma série de ataques letais nos últimos meses na área de Metekel, onde vivem pessoas das etnias oromo, amhara - as duas maiores do país - e shinasha. De acordo com líderes da oposição, esses ataques são perpetrados por membros da etnia gumuz, motivados por fatores étnicos.

Em outubro, o primeiro-ministro Ahmed Abiy atribuiu esta violência a combatentes do estado vizinho Nilo Azul, do Sudão, onde são "armados e treinados", e pediu ao governo sudanês que resolva o problema.


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