O Tribunal Supremo britânico será o responsável por decidir sobre o controle de um bilhão de dólares em ouro venezuelano guardados no Banco da Inglaterra, objeto de disputa entre Nicolás Maduro e Juan Guaidó, decidiu nesta quinta-feira uma juíza de Londres.
Por ordem da Corte de Apelação, a magistrada Sara Cockerill, do tribunal comercial da Alta Corte de Londres, deve detemrinar se a Justiça voltará a perguntar ao governo de Boris Johnson qual dos dois rivais políticos reconhece como "presidente de fato" da Venezuela.
No entanto, decidiu que já que o Tribunal Supremo autorizou no dia anterior uma revisão desta decisão emitada em outubro pela Corte de Apelação, "seria inadequado seguir adiante" com um procedimento paralelo.
"Então vamos cancelar as audiências que planejamos para janeiro e abril e aguardar o que o Tribunal Supremo tem a dizer em seu devido momento", afirmou.
A data de início deste procedimento ainda será determinada, mas o advogado do governo de Maduro, Nicholas Vineall, afirmou que o caso pode ter que esperar até "outubro ou novembro do ano que vem".
O governo de Maduro, através do Banco Central da Venezuela, tenta há mais de dois anos sem sucesso recuperar cerca de 30 toneladas de ouro da reserva nacional, estimadas em bilhões de dólares, que estão guardadas nos cofres do Banco da Inglaterra.
