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Estado de Minas

Portuguesa Lídia Jorge recebe prêmio FIL de literatura de Guadalajara


28/11/2020 18:31

A escritora portuguesa Lídia Jorge recebeu neste sábado (28) o prêmio da Feira Internacional do Livro (FIL) da cidade mexicana de Guadalajara, em uma cerimônia virtual, devido ao cancelamento do evento pela pandemia de covid-19.

Na Casa da América Latina em Portugal, Jorge dirigiu uma mensagem pré-gravada e lida em português para agradecer o reconhecimento, entregue anualmente pela FIL, considerada a mais importante feira literária do mundo em espanhol.

"Quando se aproxima o fim do verão na Europa, a direção da FIL Guadalajara costuma anunciar em qual das oito línguas românicas encontrou um imaginário literário merecedor de ser distinguido. Este ano, pela quarta vez em trinta anos, foi escolhida a língua portuguesa. E no destinatário desta carta, estava escrito o meu nome. Obrigada", disse Jorge.

Ana Caballé, secretária do Júri do Prêmio da FIL, explicou em uma mensagem enviada da Espanha os motivos que levaram a reconhecer Jorge, cuja obra "A costa dos murmúrios" (1988) foi aclamada pela crítica.

O prêmio FIL 2020 em línguas românicas foi concedido a Jorge pela "estatura literária com que sua obra novelística relata o modo em que os seres individuais enfrentam os acontecimentos da história", disse Caballé.

A versão presencial da FIL 2020 foi cancelada por causa da pandemia. Está prevista uma série de eventos e conferências através de plataformas virtuais com autores de vários países.

Os diretores da FIL se reuniram em Guadalajara com um punhado de assistentes para a inauguração do evento e a entrega do prêmio.

Lídia Jorge nasceu em Boliqueime em 1946. Egressa da Universidade de Lisboa, obteve vários reconhecimentos internacionais, mas seu romance, "A costa dos murmúrios", no qual reflete a experiência colonial passada na África, a destacou no panorama das letras portuguesas.

O prêmio Feira Internacional do Livro de Literatura em Línguas Românicas já reconheceu 30 autores desde 1991.

Esta é a quarta vez que a FIL premia um escritor em língua portuguesa, depois dos brasileiros Nélida Piñón (1995) e Rubem Fonseca (2003) e do português António Lobo Antunes (2008).


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