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Estado de Minas

UE defende inspeção realizada em navio turco no Mediterrâneo


24/11/2020 13:31

A Comissão Europeia defendeu nesta terça-feira (24) a inspeção realizada por um navio alemão em um navio de carga com bandeira turca no Mediterrâneo e afirmou que a operação deve-se ao embargo de armas à Líbia.

A abordagem do navio de carga MV Roseine A, realizada no domingo por uma equipe de uma fragata alemã destinada à Operação Irini da UE, gerou uma reação de fúria por parte da Turquia, que classificou a operação como "intervenção ilegal".

Um porta-voz da Comissão Europeia disse em um comunicado que a equipe alemã agiu "de acordo com os procedimentos acordados internacionalmente, incluindo os procedimentos da OTAN", em linha com o mandato da Operação Irini, que é apoiada pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Tanto a Alemanha como a Turquia são membros da OTAN, embora Ancara esteja no centro das tensões com seus sócios europeus, especialmente com a Grécia e o Chipre.

Em sua nota, a Comissão apontou que a Operação Irini notificou a Turquia sobre a intenção de abordar o navio e lhe deu cinco horas para responder antes da operação.

"A inspeção foi suspensa mais tarde, quando a Turquia notificou formalmente e com atraso a Operação Irini de sua rejeição em conceder a permissão para inspecionar o navio. Até então, a inspeção não havia encontrado evidência de material ilícito a bordo e a embarcação foi autorizada para seguir seu trajeto ", disse o porta-voz em sua nota.

Segundo essa fonte, a equipe que realizou a abordagem do navio de bandeira turca agiu com "o mais alto grau de profissionalismo e nenhum incidente foi registrado durante toda a ação".

A Turquia convocou na segunda-feira diplomatas europeus com base em Ancara para protestar pela inspeção.


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