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Estado de Minas Pandemia

EUA aprovam uso de tratamento da Regeneron contra a COVID-19 após superar os 12 milhões de casos

Este tratamento é mais eficaz durante a fase inicial do contágio, quando os anticorpos ainda têm a possibilidade de controlar o invasor


22/11/2020 09:25 - atualizado 22/11/2020 10:02

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o medicamento quando contraiu a COVID-19(foto: Wikimedia Commons)
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o medicamento quando contraiu a COVID-19 (foto: Wikimedia Commons)

Diante do avanço descontrolado da epidemia de COVID-19, que infectou 12 milhões de pessoas em seu território, Estados Unidos autorizou o uso de um tratamento da empresa Regeneron, usado antes pelo presidente Donald Trump.


Estados Unidos é, de longe, o país mais enlutado do mundo pelo coronavírus, com 255.800 mortes. A epidemia está fora de controle e o número de novos casos diários disparou (quase 164.000 apenas no sábado) e já supera os 12 milhões de contágios, segundo a Universidade Johns Hopkins.


Diante desta situação, a Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou neste sábado a aprovação urgente de um coquetel de anticorpos sintéticos da empresa de biotecnologia Regeneron. Este tratamento foi utilizado em Trump, que o promoveu depois de recuperar-se da  COVID-19 em outubro.


De acordo com a FDA, o tratamento com REGEN-COV2, uma combinação de dois anticorpos fabricados em laboratório, reduz as hospitalizações ou visitas à sala de emergências de pacientes com COVID-19 que tenham doenças secundárias ou "comorbidades".


"Autorizar essas terapias com anticorpos monoclonais pode ajudar os pacientes ambulatórios a evitar a internação e aliviar a carga de nosso sistema de saúde", afirmou Stephen Hahn, comissário da FDA.


- "Terapia promissora" -


O presidente da Regeneron, Leonard Schleifer, acrescentou que esta decisão representa "um grande passo no combate à COVID-19, já que os pacientes de alto risco nos Estados Unidos terão acesso a uma terapia promissora em uma etapa inicial de sua infecção".


Esses anticorpos imitam o que o sistema imunológico faz depois de contrair a COVID-19ao bloquear a ponta do vírus que lhe permite aderir e penetrar nas células humanas.


Este tratamento é mais eficaz durante a fase inicial do contágio, quando os anticorpos ainda têm a possibilidade de controlar o invasor, e não durante a segunda fase da covid-19, quando o perigo já não é o vírus e sim a reação exagerada do sistema imunológico que ataca os pulmões e outros órgãos.


O tratamento da Regeneron é o segundo com anticorpos sintéticos que recebe a aprovação emergencial da FDA, depois que uma terapia semelhante desenvolvida pela Eli Lilly conseguiu esse status em 9 de novembro.


A empresa recebeu mais de 450 milhões de dólares do governo dos Estados Unidos para o desenvolvimento de tratamentos para combater a COVID-19 dentro da operação "Warp Speed" (máxima velocidade), criada por Trump para imunizar a população americana.


A Casa Branca também anunciou no final de outubro a compra de 300.000 doses do tratamento da Lilly por 375 milhões de dólares, a 1,25 dólares a dose.


A autorização concedida à Regeneron é a mais recente das notícias esperançosas na luta contra o coronavírus, depois que os projetos de vacina da Pfizer/BioNTech e da Moderna anunciaram eficácias próximas a 95%.



 


 


 


 


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