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Estado de Minas Estados Unidos

Geórgia dá vitória de Biden

Certificação após recontagem manual dos votos confirma que democrata venceu Donald Trump no estado com 16 delegados no colégio eleitoral. Republicano ignora sua derrota


21/11/2020 04:00

Secretário de Estado da Geórgia, o republicano Brad Raffensperger disse que %u201Cos números não mentem%u201D (foto: Jessica McGowan/Getty Images/AFP)
Secretário de Estado da Geórgia, o republicano Brad Raffensperger disse que %u201Cos números não mentem%u201D (foto: Jessica McGowan/Getty Images/AFP)
O secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, certificou ontem que o democrata Joe Biden venceu as eleições presidenciais na região. Com isso, o presidente eleito passa a ser o primeiro democrata a vencer no estado desde Bill Clinton, em 1992. Segundo Raffensperger, que é republicano, “os números não mentem”. A certificação segue uma recontagem manual solicitada por Donald Trump.

Segundo números oficiais, Biden venceu Donald Trump por 12.284 votos de vantagem. É uma redução em relação à apuração inicial, de 14.156 votos. A diferença entre as contagens aconteceu porque 496 votos foram contados erroneamente e também porque as autoridades descobriram mais de 5 mil cédulas eleitorais que não haviam sido apuradas. Com a certificação da Geórgia, os 16 votos eleitorais do estado serão agora atribuídos a Biden.

O presidente Donald Trump, refugiado em sua tenaz vontade de não admitir a derrota para Joe Biden nas eleições, continuou sua cruzada ontem com tuítes e retuítes, o que levanta dúvidas sobre a forma como o mandatário pretende sair dessa situação. Isolado na Casa Branca enquanto evita qualquer contato com jornalistas, o presidente começou seu dia retuitando um vídeo da polêmica coletiva de imprensa realizada por seu advogado pessoal, Rudy Giuliani, na quinta-feira.

Já o presidente eleito Joe Biden, denunciou a “incrível irresponsabilidade” do presidente Donald Trump, que ainda se recusa a aceitar a derrota nas eleições de 3 de novembro. “Acho que (os americanos) estão testemunhando uma irresponsabilidade incrível, mensagens incrivelmente prejudiciais sendo enviadas ao resto do mundo sobre como a democracia funciona”, disse Biden a repórteres em seu reduto em Wilmington, Delaware.

“É difícil entender como esse homem raciocina”, continuou. “Tenho certeza que ele sabe que não venceu, que não vai poder vencer e que vou tomar posse no dia 20 de janeiro”, acrescentou. “É realmente ultrajante o que ele está fazendo.” Em âmbito nacional, o ex-vice-presidente democrata Biden venceu as eleições de 3 de novembro com quase 80 milhões de votos, em comparação com pouco menos de 74 milhões de votos recebidos pelo bilionário republicano.

Biden comemorou ontem seu 78º aniversário, dois meses antes do dia de sua chegada à Casa Branca, onde sucederá ao presidente Donald Trump. O ex-vice-presidente de Barack Obama tomará posse em 20 de janeiro de 2021, tornando-se o presidente mais velho a ocupar o cargo na história dos Estados Unidos. Sua equipe de campanha não anunciou nenhum evento específico para o aniversário. Na agenda de ontem estava uma reunião, em seu reduto de Wilmington, Delaware, com a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, e com o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer.

Resistência


Trump, participará hoje da cúpula do G20, organizada pela Arábia Saudita em formato virtual devido à pandemia da COVID-19. “O presidente Trump participará da cúpula online do G20 amanhã” (hoje), declarou à AFP um alto funcionário do governo americano. A Arábia Saudita sediará esta cúpula virtual do G20 neste fim de semana com uma agenda apertada, centrada nas consequências da pandemia.

Ontem, depois de uma ausência de três anos, Trump participou da cúpula da APEC. A reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC, em suas siglas em inglês), organizada pela Malásia virtualmente devido à pandemia de coronavírus, reúne 21 economias da bacia do Pacífico, incluindo as duas maiores do planeta –Estados Unidos e China –, que somam 60% do total do PIB mundial.

Trump participou apenas da cúpula de 2017. Sua agenda comercial, rejeitando grandes acordos regionais e o confronto aberto com a China, gerou surpresa e preocupação na bacia do Pacífico Asiático. Na abertura do fórum, que inclui também México, Peru e Chile, o presidente Xi Jinping apresentou seu país como o motor do comércio mundial e prometeu “abrir ainda mais as portas” de seu mercado nacional. “Nenhum país se desenvolverá se mantiver as portas fechadas”, disse Xi, alertando contra o protecionismo, sem mencionar explicitamente os Estados Unidos.

Mais tarde, Xi assegurou aos participantes do encontro que estuda a possibilidade de aderir ao grande tratado comercial que Trump rejeitou assim que chegou à Casa Branca, o Acordo de Cooperação Econômica Transpacífico (TPP). Durante o mandato de quatro anos de Donald Trump na Casa Branca, as cúpulas da APEC foram afetadas pela guerra comercial sino-americana. Em 2018, os dirigentes nem sequer conseguiram chegar a uma declaração comum.




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