(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas ELEIÇÕES

Derrotados, republicanos vão às ruas


15/11/2020 04:00

O republicano Donald Trump perdeu a eleição presidencial, mas alguns de seus seguidores, entre eles grupos de extrema-direita, tomaram ontem ruas de Washington para denunciar o que consideram um "roubo" eleitoral, apesar da ausência de elementos concretos que confirmem essa acusação. O mesmo discurso tem sido feito pelo presidente.

Em seu trajeto da Casa Branca para ir jogar golfe, Trump, que ainda não reconheceu sua derrota para o democrata Joe Biden uma semana depois de conhecidos os resultados, pôde ver de sua limusine blindada centenas de simpatizantes reunidos no centro da cidade. 

Os resultados de todos os estados, embora não oficiais, já foram divulgados pelas grandes redes de televisão do país. Biden obteve 306 votos para delegados do colégio eleitoral, contra 232 do presidente em final de mandato: exatamente os mesmos números, mas ao contrário, de 2016, quando Trump derrotou a democrata Hillary Clinton.

O comboio presidencial passou em frente à Freedom Plaza, onde seus apoiadores gritavam "Mais quatro anos! Mais quatro anos!", ou "EUA! EUA!". Muitos deles agitavam bandeiras "Trump 2020", e alguns carregavam cartazes que diziam "Melhor presidente de todos os tempos", ou "Parem o roubo".

Também foram convocados protestos anti-Trump para ontem, em Washington, levantando preocupações sobre o clima tenso na capital dos EUA.

Com uma certa confusão, várias manifestações estavam previstas, a maior parte apoiada por personalidades da extrema-direita, como Enrique Tarrio, líder dos Proud Boys, um grupo nacionalista.

Darion Schaublin dirigiu por mais de seis horas de Ohio para denunciar um "sistema completamente fraudado" e a "manipulação da mídia". Esse jovem de 26 anos, que conta ter perdido o emprego em um restaurante por ter-se recusado a usar máscara contra a COVID-19, duvida da "legitimidade" do resultado eleitoral.

Margarita Urtubey, uma criadora de cavalos, de 49, que saiu da Flórida com uma amiga de origem uruguaia como ela, acredita que "Trump venceu as eleições presidenciais com folga". "Todo mundo sabe disso. Mas ele é contra a mídia, os gigantes da tecnologia, e a corrupção é horrível", denuncia ela, que usa o boné com o slogan de campanha de Trump "Make America Great Again". Ela se diz parte da "resistência".

SEM COMPROVAÇÃO 
Até o momento, porém, não houve comprovação de manipulação. Na quinta-feira, uma comissão do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, órgão governamental, garantiu que as eleições presidenciais de 3 de novembro foram "as mais seguras da história", descartando as alegações de fraude eleitoral feitas por Trump.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)