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Estado de Minas

Trump e Biden visitam a Flórida com divergências sobre dados do PIB


29/10/2020 15:13

A cinco dias das eleições nos Estados Unidos, o presidente republicano Donald Trump fará campanha pela primeira vez no mesmo estado que o rival democrata Joe Biden, já que ambos têm eventos programados nesta quinta-feira em Tampa, no cobiçado estado da Flórida, com divergências sobre dados do PIB do terceiro trimestre divulgados hoje.

Trump se impôs na Flórida em 2016 mas, segundo uma pesquisa do NBC News/Marist publicada nesta quinta-feira, Biden tem uma leve vantagem de 51 contra 47, com uma margem de erro de 4,4 pontos.

Segundo esses dados, Trump lidera as preferências entre os latinos com diferença, 52 contra 46, um grupo que na última eleição não o apoiou.

Apesar da visita ao mesmo estado do sul do país, as estratégias não poderiam ser mais diferentes. O presidente republicano segue um ritmo frenético de campanha, sem considerar a covid-19, que chegou a provocar sua hospitalização. Já Biden mantém uma campanha de baixa intensidade.

O presidente realizará um comício no estádio Raymond James e depois seguirá sua campanha para a Carolina do Norte que, com seus 15 votos eleitorais, também é um estado considerado importante.

- Recuperação ou prejuízo? -

Os números do PIB para o terceiro trimestre, que mostraram um recuperação espetacular com um crescimento recorde do PIB de 33,1% em uma projeção anual, encorajaram Trump.

Depois que a crise gerada pela pandemia destruiu a atividade no segundo trimestre, com uma queda do PIB de 31,4%, a economia começa a se recuperar.

Trump comemorou o indicador como os números "melhores e maiores" da história do país e estimou que o próximo ano será "fantástico".

No entanto, alertou que, se Biden vencer, o novo presidente irá impor um aumento dos impostos que sufocaria a recuperação.

Para Biden, o panorama é outro, um que inclui uma pandemia que deixou mais de 227.000 mortos e milhões de desempregados nos Estados Unidos.

O democrata considera que o relatório do PIB ressaltou três fatos incontestáveis: que a economia está em um colapso profundo, a falta de ação de Trump e que a recuperação está desacelerando.

"A recuperação em andamento está ajudando aqueles de cima, mas deixa dezenas de milhares de famílias e pequenos negócios para trás", afirmou em um comunicado.

Os números mostram como a atividade e o consumo - que é o motor da economia - estiveram sustentados neste período pelo pacote de estímulos de quase 3 trilhões de dólares aprovado no Congresso.

Mas, desde então, essas ajudas se extinguiram e democratas e republicanos fracassaram em chegar a um novo pacote de estímulo para empresas e trabalhadores. As expectativas para um acordo no final da legislatura são baixas.


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