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Estado de Minas

Migrantes mortos no Canal da Mancha eram família de curdos iranianos


28/10/2020 16:25

Os quatro migrantes mortos na terça-feira em um naufrágio no Canal da Mancha quando tentavam chegar ao Reino Unido eram um casal curdo iraniano e dois de seus filhos, afirmou nesta quarta-feira (28) à BBC, citando o irmão do homem.

Uma embarcação que partiu do norte da França adernou no estreito e, embora quinze de seus ocupantes tenham sido resgatados, ao menos outros quatro morreram na pior tragédia migratória registrada nessas águas, o que aumenta para sete o número de migrantes mortos no Canal da Mancha em 2020.

Rasoul Iran-Nejad e Shiva Mohammad Panahi, ambos de 35 anos, morreram com seus filhos, Anita e Armin, de 9 e 6 anos, contou seu tio, Ali, à BBC.

A família era natural de Sardasht, no oeste do Irã, afirmou a BBC, destacando que ainda não se sabe o paradeiro do terceiro filho do casal, Artin, de 15 meses.

"Alguns dizem que está vivo, outros que está morto", afirmou o tio. "Nossa família aqui está desesperada. Meu pai, minha mãe e minhas irmãs estão chorando desconsoladamente", acrescentou, explicando que a família "pagou muito dinheiro" para chegar ao Reino Unido.

Por sua vez, Choman Manish, um curdo iraquiano de 37 anos, disse à Sky News que conheceu essa família, que descreveu como "magnífica e amável" em um acampamento na costa norte da França.

"Eu os aconselhei, 'por favor, não vão de barco'", explicou. "Eu disse várias vezes, mas não me escutaram... Depositaram sua confiança em Deus, pensavam que Deus os protegeria".

No acampamento onde estavam nos últimos quatro meses, junto com outros 500 migrantes, "todos estão muito tristes", conta. "Lamentamos muito ouvir isso, mas o que podemos fazer?", suspirou.

Segundo dados oficiais, 6.200 migrantes tentaram atravessar as águas do Canal da Mancha entre 1º de janeiro e 31 de agosto.


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