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Estado de Minas

Navio militar americano cruza estreito de Taiwan, sob risco de irritar a China


15/10/2020 06:19

Um navio de guerra americano cruzou o estreito de Taiwan nesta quarta-feira (14), segundo a Marinha dos Estados Unidos, correndo o risco de irritar a China, que reivindica soberania sobre a via marítima.

O destróier de mísseis teleguiados USS Barry fez uma viagem "de rotina pelo estreito de Taiwan em 14 de outubro (hora local), de acordo com a lei internacional", disse a porta-voz da Sétima Frota, Reann Mommsen, em um comunicado.

"A passagem do navio pelo estreito de Taiwan demonstra o compromisso dos Estados Unidos com um Indo-Pacífico livre e aberto", acrescentou.

A Marinha dos EUA realiza regularmente as chamadas operações de "liberdade de navegação" no estreito de Taiwan, que separa a China da ilha. As operações sempre provocam fortes respostas de Pequim.

A China considera Taiwan parte de seu território, porém, a ilha é administrada por um governo rival que se refugiou lá depois que os comunistas tomaram o poder na China em 1949. Taiwan tem sua própria bandeira e moeda, mas não é reconhecida como nação independente pela ONU.

Washington rompeu relações diplomáticas com Taipei em 1979 com o objetivo de melhorar seus laços com a China, mas os Estados Unidos continuam sendo seu mais poderoso aliado e principal fornecedor de armas.

"Estados Unidos enviaram nos últimos tempos vários sinais inoportunos aos promotores da 'independência de Taiwan', comprometendo gravemente a paz e a estabilidade", reagiu nesta quinta-feira Zhang Chunhui, porta-voz do exército chinês.

"Solenemente advertimos os Estados Unidos: parem com qualquer palavra ou ato que resulte em problemas para a região", destacou em um comunicado, no qual afirma que a China "defenderá com firmeza sua soberania nacional".

Os chineses ameaçaram usar a força caso Taipei proclamasse sua independência ou se houvesse uma intervenção estrangeira.

Pequim acredita que a passagem de navios estrangeiros pelo estreito é uma violação de sua soberania. Os EUA e muitos outros países, por outro lado, veem a hidrovia como parte das águas internacionais.


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